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Professores e técnicos do IFTO decidem continuar paralisação

Os professores e técnicos administrativos do Instituto Federal do Tocantins (IFTO) que estão em greve decidiram manter a paralisação. O movimento começou no dia 13 de julho, em Araguaína, norte do estado, e já dura mais de 70 dias. Em Palmas, a greve teve início no dia 3 de agosto. A assembleia que contou os votos dos câmpus do instituto foi realizada nessa sexta-feira (25), na capital.


Cerca de 80% dos professores e técnicos do instituto estão parados. Das 11 unidades, apenas Colinas do Tocantins não aderiu à paralisação. “A proposta do governo não foi aceita. Além disso, não há uma definição por parte do governo de como manter a proposta. Com essas incertezas, os técnicos e os docentes decidiram manter a greve”, comentou a representante do comando de greve do IFTO na Capital Teresa Cristina Hitomi Kikuchi do Vale.

Segundo ela, a soma dos votos teve resultado majoritário pôr manter a paralisação. “Neste final de semana está acontecendo uma reunião nacional em Brasília. Nós enviamos um representante e vamos aguardar qual será o encaminhamento. Posteriormente, novas assembleias serão realizadas”, afirmou.
Calendário

Por causa da greve, o conselho do Instituto Federal do Tocantins (IFTO) decidiu suspender o calendário acadêmico dos câmpus de Palmas e Gurupi. "Os demais campi, que também estão em greve, deverão reunir com a sua comunidade e deliberarem no próprio câmpus", disse o reitor Francisco Nascimento.

Reivindicações

Na pauta de reivindicações dos servidores do IFTO está o reajuste salarial de 27,3%, fixação da jornada de 30h semanais e estabelecimento de data-base para os servidores federais em educação. Os servidores também reclamam do corte no repasse do governo federal para os institutos federais.
Entre os professores, as principais reivindicações são a reposição salarial e o fim do corte na verba da educação. Já a proposta geral do governo é de correção salarial de 21%, parcelado em quatro anos, ou seja, pouco mais de 5% por ano.

G1 TO
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