
A Polícia Civil (PC), por intermédio da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic) núcleo norte, de Araguaína, prendeu na manhã dessa terça-feira, 21, uma advogada. Ela é suspeita de integrar uma organização criminosa responsável pela prática de tráfico de drogas, além de outros crimes, no presídio Barra da Grota, bem como naquele município do norte do Estado.
Além dela, também foram presos dois homens, o qual já se encontrava detido naquela unidade prisional, um homem, preso na Casa de Prisão Provisória de Palmas (CPPP) e uma mulher, presa na Unidade Prisional Feminina da Capital.
Conforme apontaram as investigações da Deic Norte, a advogada, que foi indiciada pelos crimes de falsidade ideológica, lavagem de capitais e organização criminosa, obtinha vantagem financeira para providenciar a documentações necessária para confecção de carteirinhas de visitantes dos reeducandos do presídio. Durante as investigações, foi apurado pela Polícia Civil falsidades em escrituras públicas de união estável de possíveis companheiras de alguns reeducandos.
Foi constatado ainda que, para agilizar o processo de confecção de algumas escrituras, a advogada, bem como sua mãe e sua cunhada, se colocavam como testemunhas dos processos, sem que as duas parentes da advogada nem sequer conheciam os presos e suas companheiras.
Durante as investigações, os policiais civis também apuraram que um mesmo reeducando, em um período de dois anos, teve cinco companheiras, sendo que três delas coincidiam com os períodos declarados nas suas respectivas escrituras. A Deic também constatou que nessas essas escrituras constavam como testemunhas, a mãe e a cunhada de Elza.
Quanto ao crime de lavagem de capitais, os agentes da Deic também constataram que a advogada recebeu vantagem financeira para vender moedas estrangeiras (dólar, euro, pesos etc.), as quais são oriundas de uma assalto praticado contra uma casa de câmbio, na cidade de Anápolis (GO). Na oportunidade, um dos assaltantes repassou parte das moedas roubadas, para que Elza as revendesse.
No decorrer das investigações, as equipes da Deic Norte conseguiram efetuar mais de 20 prisões, em flagrante por tráfico de drogas e apreender, aproximadamente, 150 kg de drogas. A maioria das prisões efetuada pela Delegacia Especializada são de ex-presidiários, sendo que seis mulheres, que foram capturdas com drogas, são esposas ou companheiras de reeducandos do presídio barra da grota.
Jardiel e Eliosmar já cumprem penas por tráfico de drogas e outros crimes. Mirislanny foi presa pela Deic com 5 kg de maconha, no dia 30 de julho de 2015, mas foi colocada em liberdade, em outubro do mesmo ano. No entanto, em fevereiro de 2016, a mulher foi presa novamente por tráfico de drogas, em Palmas, quando portava 1 kg de crack. Genir havia sido presa, em agosto de 2015 com 100 g de maconha e, atualmente estava respondendo o processo em liberdade.
A operação “Fênix” é resultado de investigações da Deic norte, em parceria com a direção da Unidade de Tratamento Penal Barra da Grota (UTPBG), e foi deflagrada com o objetivo de apurar a prática de possíveis crimes perpetrados pela advogada Elza da Silva Leite, bem como o tráfico de drogas no interior da unidade prisional e, também, na cidade de Araguaína.
Durante as investigações, foram apuradas práticas delitivas da advogada, bem como de outras pessoas vinculadas a organizações criminosas, resultando em mais de 20 prisões em flagrante por tráfico de drogas, bem como a apreensão de aproximadamente 150 kg de drogas.
Prisões
As prisões ocorreram após a PC deflagrar na manhã dessa terça-feira, a Operação “Fênix", que teve como principal objetivo, dar cumprimento a cinco mandados de prisão, quatro de busca e apreensão e três de condução coercitiva, em Araguaína e Palmas, contra suspeitos de integrar uma organização criminosa.
Durante as ações da operação, que contou com apoio da Diretoria de Inteligência da Secretaria da Segurança Pública e da Delegacia Regional de Pedro Afonso, foram cumpridos três mandados de prisão preventiva, em Araguaína, os quais resultaram nas prisões da advogada.
Em Araguaína foram cumpridos também, quatro mandados de busca e apreensão e três de condução coercitiva. No total, foram expedidos sete mandados de prisão preventiva, seis de busca e apreensão e 21 de condução coercitiva, sendo que as investigações da operação Fênix foram iniciadas, em maio de 2015.(Com informações da ascom da SSP)






