Assaltantes desligam a central de segurança de imóvel, invadem o local e fogem com joias e dinheiro. Vítimas e vizinhança afirmam que residência abandonada no conjunto facilita a ação de criminosos. As rondas de seguranças particulares e a presença de militares nas residências oficiais não intimidam bandidos de cometerem crimes na Península dos Ministros, na QL 12 do Lago Sul. Na noite da última segunda-feira, assaltantes levaram joias e dinheiro de uma casa da área nobre. Os moradores deixaram a residência vazia por duas horas a fim de visitar um parente e, quando retornaram, encontraram as gavetas de um dos closets abertas e pertences espalhados pelo chão do cômodo.
A família, que preferiu não se identificar, contou que não havia sinais de arrombamento nas portas de acesso à casa. Eles alegam que os criminosos entraram pelos fundos e pularam o muro de uma residência vizinha abandonada. Parte das pedras que decoram o muro acabaram danificada. No domicílio, abriram a porta de uma varanda e arrombaram outra, que dá acesso ao closet. Os bandidos ainda cortaram os fios da central das câmeras de segurança e desligaram o interfone.
As vítimas também destacaram que perceberam uma movimentação estranha no lote ao lado nas 48 horas que antecederam o crime. Assustadas, elas se queixaram que a casa abandonada se tornou um problema para a vizinhança. “Antes, o incômodo era com a água que acumulava na piscina e podia criar focos de mosquito da dengue. Também com insetos e roedores que ocupavam a mato alto do jardim. Agora, é com bandidos que usam o local como porta de acesso para cometerem crimes”, reclamou um dos familiares. Eles não quiseram informar à reportagem o valor do prejuízo.
O empresário Francisco Morato, 86 anos, também vizinho da casa abandonada, denunciou à Vigilância Sanitária o descaso com a água parada na piscina, além do excesso de mato no jardim, que pode atrair roedores. Nada, porém, foi feito. Para ele, o problema de vizinhança se transformou em caso de polícia, na medida em que o local é usado para facilitar a prática de delitos. “O dono da casa desconsidera os vizinhos ao deixar uma residência nessas condições”, comentou.
O Correio procurou o proprietário do imóvel vazio, mas ele não retornou o contato telefônico até o fechamento desta edição. Responsável por investigar o furto, a 10ª Delegacia de Polícia (Lago Sul) afirmou que uma equipe foi designada para o caso, mas ninguém foi preso até o momento.
ANTONIO TEMÓTEO - Correio Braziliense







