Grupo de brasilienses coleciona artigos, como jipes, uniformes e até canhões, para preservar a memória da Força Expedicionária Brasileira. São mais de 40 veículos militares, alguns em condições de rodar. Setenta anos atrás, soldados brasileiros se preparavam para entrar na Segunda Guerra Mundial (1940-1945).
O primeiro grupo cruzou o Oceano Altântico, em um navio, em junho de 1944. Há 10 anos, brasilienses se uniram com a missão de preservar a memória da Força Expedicionária Brasileira (FEB), a força militar brasileira constituída em 9 de agosto de 1943 para lutar na Europa ao lado dos países Aliados contra os países do Eixo, liderados pela Alemanha. A Associação de Colecionadores de Veículos Militares e Material Bélico do DF, mais conhecida como Velhos Amigos de Guerra (VAG), reúne 20 profissionais de diversas áreas. Eles guardam em casa tanques, canhões, lança-foguetes, além de jipes, caminhões, uniformes, capacetes, medalhas, mapas, tudo que diz respeito a grandes batalhas.
Apesar da atração pelos armamentos, são de paz, sem nenhuma atividade militar. O arsenal, em grande parte, está desativado. Eles apenas se preocupam em conservar e compartilhar a história dos soldados brasileiros. Ao todo, conservam mais de 40 veículos militares. Quase todos em condições de rodar. Além disso, alguns colecionam peças específicas, como o presidente do VAG, Ricardo Ferreira, 47 anos. Procurador federal, ele mantém em casa, no Park Way, dois jipes, um caminhão de transporte de tropas e mais de 100 rádios militares antigos. “Tenho rádios da Segunda Guerra funcionando. Também coleciono uniformes e capacetes, mas nenhuma arma”, ressalta ele, um pacifista convicto, líder de grupo escoteiro.








