De acordo com dados TRE-DF (Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal), dos 1.850.078 eleitores cadastrados a maioria é mulher (54,5%), tem entre 26 e 35 anos (25,4%) e concluiu o ensino médio (28,8%). O levantamento mostra também que 24,4% do eleitorado têm nível superior completo.
Para o cientista político Paulo Kramer, o fato de a maioria do eleitorado ser composta por mulheres não significa que os candidatos terão mais facilidade em conseguir o voto delas. Pelo contrário. O que revela isso é o fato da pouca representatividade da mulher em cargos eletivos.
— Existem poucas mulheres na política porque elas, em sua maioria, têm aversão a corrupção ou atos ilícitos. E isso se reflete também no eleitorado. Elas são a maioria e também são mais criteriosas na hora de votar.
Mas antes de analisar o eleitorado por gênero, faixa etária e grau de instrução, o especialista acredita que é relevante observar a independência individual de cada eleitor. No DF ainda existe o voto por família.
— É importante observar também que dependendo do nível socioeconômico o voto pode ser em bloco. Em famílias de baixa renda o voto tende a ser no mesmo candidato. O pai vota no mesmo candidato que a mãe e filhos. Já em famílias de renda mais elevada, os votos são independentes. Cada membro vota no candidato que considera melhor.
A técnica em laboratório Priscila Zazelis tem 32 anos, nasceu em Brasília e está desacreditada da política local. Como no perfil traçado pelo especialista Kramer, ela é criteriosa na hora de votar, mas se pudesse nem compareceria às urnas.
— De um nodo geral a gente é mais crítica porque a gente acompanha de perto os serviços públicos. Então a gente sabe como anda a situação nos hospitais, segurança, escolas e sabemos que a coisa não está boa. Avaliando a situação atual, se o voto fosse facultativo eu não votaria. Inclusive votarei nulo nas próximas eleições.
Cenário para 2014
Para tomar essa decisão, Priscila se baseia no cenário político da capital que até então parece confuso. A menos de um ano para as eleições, sete nomes são apontados como possíveis protagonistas da corrida eleitoral. A candidatura mais certa é a do governador Agnelo Queiroz (PT), que disputará a reeleição ao lado do vice Tadeu Filippelli (PMDB).
O senador Rodrigo Rollemberg (PSB) foi indicado pelo partido como pré-candidato ao governo no dia 12 de outubro. O deputado federal José Antônio Reguffe (PDT) será um dos principais apoios à candidatura do parlamentar, ao lado da ex-senadora Marina Silva.
Toninho do PSOL (PSOL) também confirmou sua pré-candidatura. As dúvidas no processo eleitoral são os nomes dos ex-governadores José Roberto Arruda (PR) e Joaquim Roriz (PRTB) e Alberto Fraga (DEM) que enfrentam processos na justiça.
R7 DF







