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MODELO POR ACASO, EX-BANCÁRIA E MÃE DE QUATRO FILHOS REPRESENTA O DF NO MISS PLUS SIZE 2014



A modelo Kelly Freire, de 36 anos, vai representar o Distrito Federal na terceira edição do concurso Miss Brasil Plus Size, nesta quinta-feira (1º), em Olímpia (SP). Ela concorrerá com outras 26 mulheres o título nacional 2014. Esta é a terceira edição do concurso que seleciona mulheres com manequins acima do 44.

A ex-bancária é formada em Economia e trabalhou em bancos privados por 14 anos. Kelly é mãe de quatro filhos - que têm 14, cinco, quatro e dois anos de idade - e se define como uma pessoa simples, não muito ligada à moda.
— Sou muito simples. Gosto de ficar à vontade, de cuidar da pele, cabelo. Moda é mais para evento.

Tudo começou por uma amiga de Kelly, que, em 2013, havia insistido para a modelo se candidatar ao Miss Plus Size daquele ano. Sem coragem, Kelly deixou a oportunidade escapar.

— Eu nem sabia que isso existia. Achava que estava velha para isso, mas ela ficou me motivando. A partir daí, todo lugar que eu ia, todo mundo me perguntava se eu era modelo, diziam que eu deveria ser modelo. Comecei então a ter vontade, mas não tinha coragem.
Sem saber, Kelly foi inscrita por uma tia para o concurso Miss Plus Size DF 2014. A modelo só ficou sabendo depois, quando a tia pediu fotos para finalizar a inscrição. Sem book profissional, Kelly usou fotos de um book produzido de presente para o marido.

— Tinha fotos sensuais e normais. Aproveitei as fotos normais, mandei e fui selecionada

Kelly Freire nasceu e cresceu em Brasília. Era magra na infância e adolescência e, por causa da beleza, era sempre chamada para desfilar e tirar fotos, mas a mãe não deixava.

— Direto me chamavam, eu morria de vontade de ir, mas minha mãe era muito tradicional e não deixava eu participar de quase nada.

Depois da primeira gravidez, Kelly engordou 30 quilos e, segundo ela, nunca mais conseguiu voltar ao peso de antes. Fez diversos tipos de dietas, ginástica, sem obter sucesso. Hoje, a modelo aceita seu corpo e vê o fato de ter sido selecionada para o concurso como uma missão.

— Sinto um orgulho de representar Brasília. Para mim, é mais uma missão de implantar nas pessoas a necessidade de se valorizar, ser feliz. É uma ação social.

Uma das maiores motivações da modelo é incentivar mulheres a se aceitarem como são. Ela conta que depois do concurso  outras mulheres estão revendo os padrões de magreza.

— Estou recebendo várias mensagens como "estou com a autoestima elevada por sua causa".

Apesar de viver em um país conhecido por mulheres com corpos esculturais, Kelly reforça que o principal é a autoestima, é a pessoa se sentir bem com sua aparência, sem seguir padrões.

Eu nunca sofri discriminação. Pelo contrário, sempre recebi muitos elogios. Quando você se ama, se cuida, isso transborda e contagia os outros. A beleza vem de dentro.

Para Kelly, muitas mulheres não sabem que existe um mercado para pessoas mais cheinhas e defende que haja maior divulgação.

— Depois do concurso, muitas mulheres me abordaram querendo saber como faz para ser modelo plus size.

Ainda segundo a modelo, os mercados da moda do Brasil e também de Brasília precisam avançar em termos de opções e variedade de roupas para mulheres cheinhas.

A partir de agora, Kelly Freire vai se dedicar à carreira como modelo. Ela conta que já recebeu convites para desfiles e fotos, mas só analisará as propostas depois dos concurso. A família de Kelly dá todo apoio à modelo.

— Apesar do ciúme, meu marido gosta de me ver feliz.

R7 DF
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