
Dois meio-irmãos que foram condenados em 1983 pelo estupro e
assassinato de uma menina de 11 anos, na Carolina do Norte, nos Estados
Unidos, foram libertados na última terça-feira, depois de um juiz
determinar que eles haviam sido presos injustamente. A libertação de
Henry Lee McCollum, de 50 anos, e Leon Brown, de 46, que enfrentavam uma
pena de prisão perpétua, aconteceu após o surgimento de uma nova
evidência de DNA que os inocentou. As informações são da revista Time.
Os
meio-irmãos foram condenados pela morte de Sabrina Buie, cujo corpo foi
encontrado num campo de soja. Na época, eles era adoelscentes e
confessaram o crime.
Porém, segundo o advogado de Brown, James
Payne, os meio-irmãos - ambos portadores de problemas mentais - teriam
assinado a declarações de culpa, acreditando que iriam para casa depois.
“Quando Henry deu sua confissão, ele chegou a se levantar para sair da
sala de interrogatório”, disse Payne.
Os advogados dos meio-irmãos, que desde 2006 tentavam reveter a sentença deles, lançaram mão da nova prova para inocentá-los. Com ajuda de uma comissão estatal, o caso foi revisto.
Isso culminou na cena da última terça-feira, quando o juiz Sasser anunciou que as condenações dos irmãos seriam derrubadas.
“Esperamos anos e anos. Mantivemos a fé”, disse James McCollum, pai de Herny, que comemorou a liberdade do filho. A expectativa é que eles saiam da cadeia nesta quarta-feira, após o governo dar baixa nos documentos da liberação.
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