
O
Censo da Educação Superior, divulgado nesta terça-feira, 09, pelo
Ministério da Educação, revela que os cursos superiores tecnológicos, de
menor duração e formação mais específica, foram os que mais cresceram.
Nos últimos 10 anos, o número de cursos aumentou mais de 500%, puxado principalmente pelo aumento de vagas na rede privada.
Nos últimos 10 anos, o número de cursos aumentou mais de 500%, puxado principalmente pelo aumento de vagas na rede privada.
Hoje, 85,6% das
matrículas estão em instituições particulares. A situação é similar nas
vagas de graduação em geral. Uma das promessas do Ministério da
Educação, ainda no governo Lula, era de manter a proporção de 30% de
vagas públicas para 70% de vagas privadas, o que não aconteceu. Apesar
da expansão considerável no número de universidades federais criadas
desde 2003, a diferença no número de vagas segue aumentando. O último
censo revela que, hoje, as vagas públicas representam 21,47% do total –
incluindo federais, estaduais e municipais.
Em São Paulo, para cada vaga
em universidade pública, existem outras 5,3 em instituições privadas, a
maior proporção do País. A proporção também é alta no Distrito Federal,
uma para 4,65. Mas, em todo Brasil, em apenas cinco Estados – Paraíba,
Santa Catarina, Pará, Roraima e Tocantins -, há mais matrículas públicas
que privadas. O Censo mostra, ainda, que uma das áreas prioritárias do
governo, a das engenharias, conseguiu avançar mais rápido no governo da
presidente Dilma Rousseff.
As matrículas nas áreas de Engenharias,
Produção e Construção, justamente as que foram avaliadas como as mais
necessárias para o País, dada a falta de engenheiros e técnicos,
cresceram 52% nos últimos três anos.
O número de concluintes, 29%. Ainda
assim, uma comparação feita pelo próprio Ministério da Educação com a
média dos países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento
Econômico mostra que o número de estudantes dessas áreas por 10 mil
habitantes ainda é bem inferior dos países mais desenvolvidos. O índice
de concluintes por 10 mil, de apenas 4, representa menos da metade.
Lisandra Paraguassu, Agência Estado






