
Um incêndio que começou na manhã desta sexta-feira (17) e ainda não foi
controlado está consumindo grande quantidade de área verde em Palmas,
segundo a Defesa Civil. As chamas atingem uma região entre as praias do
Prata e do Caju. Conforme informações do gerente de uma propriedade, que
não teve o nome divulgado, 35 alqueires foram queimados, mas a
informação não foi confirmada pelos órgãos oficiais.
(Foto: Rachel Lemos/TV Anhanguera)
O Superintendente da Defesa Civil no Tocantins, Iranilton Sales, disse
que oito homens trabalham no local na tentativa de controlar o fogo. De
acordo com ele, a origem será investigada pelos órgãos de fiscalização,
mas como a maioria dos incêndios, este pode ter sido provocado pela ação
humana. "Algumas pessoas colocam fogo para limpar a área e as chamas se
alastram".
Sales ainda disse que foram registrados pelo menos mais dois focos em
Palmas, nesta sexta-feira, na região de Taquaruçu, saída para Buritirana
e próximo a avenida Theotônio Segurado, uma das principais da capital.
Os dois focos já foram controlados.
O superintendente afirmou que, embora as chuvas de setembro tenham
minimizado a quantidade de focos por alguns dias, o trabalho da Defesa
Civil continua intenso. "As chuvas em setembro nos deram uma certa
tranquilidade, mas depois que ela cessou, algumas pessoas passaram a
fazer queima de pastagens para o plantio". Sales ainda afirmou que os
focos registrados em agosto e setembro eram menores, mas os de outubro
são grandes e "demoram de dois a três dias para serem controlados".
De acordo com informações do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais
(Inpe), em 2014 já foram registrados 13.040 focos de queimadas no
Tocantins, o quarto maior número entre todos os estados do Brasil. O
número de queimadas somado à massa de ar quente que age sobre o
Tocantins tem influenciado na queda dos índices de umidade. Nesta
quinta-feira (16), a umidade relativa do ar na cidade de Paranã, no sul do Tocantins, chegou a 8%, em Palmas ela foi de 13%.

(G1 TO)






