
Logo será primeiro de novembro. Para muitos, é só mais um dia que
marca a entrada para um novo mês, mas para Brittany Maynard, mulher de
29 anos com um câncer de cérebro terminal, é o último dia de sua vida.
Brittany, depois de sentir fortes dores de cabeça por um ano, foi
diagnosticada com um tumor cerebral agressivo, chamado glioblastoma.
Depois de passar por duas cirurgias, os médicos disseram que Brittany
teria pelo menos mais dez anos de vida, mas depois fazer novos exames o
seu tempo foi reduzido para seis meses. Brittany, decidiu recorrer a uma
prática autorizada em apenas alguns estados americanos: o suicídio
assistido.
Para ter esse direito, Brittany e seu marido se mudaram para o
Oregon, um entre os cinco estados americanos que permitem o suicídio
orientado por médicos. A paciente agora tem os medicamentos que a
ajudarão a morrer, e a data escolhida foi primeiro de novembro de 2014.
Com
o dia se aproximando, porém, Brittany se perguntou se esse era o
momento certo para morrer. Em um vídeo publicado no Youtube a jovem
psicóloga fala sobre a sua experiência e os seus sentimentos em relação a
proximidade de sua decisão.
Brittany comentou que tem passado os seus
últimos dias em companhia de seus pais e marido, e disse que, “se 2 de
novembro vier e eu ainda estiver viva, eu sei que nós vamos ainda estar
seguindo, e, como uma família, com amor um pelo outro, essa decisão virá
mais tarde”.
O suicídio assistido, morte assistida por médicos para
pacientes com câncer terminal, é permitido em cinco estados americanos:
Montana, Novo México, Vermont, Washington e Oregon. (BN)






