
O papa Francisco afirmou hoje (19), na missa de
encerramento do Sínodo dos Bispos, que o encontro foi uma “grande
experiência” de união e recordou o papel da Igreja de curar as feridas e
dar esperança às pessoas.
Os participantes do sínodo, segundo o papa,
sentiram o “poder do Espírito Santo que guia e incessantemente renova a
Igreja”, e que deve continuar a “cuidar das feridas abertas e a devolver
a esperança a muitas pessoas que a perderam”.
O Sínodo dos Bispos sobre
a Família, convocado pelo papa Francisco, aprovou ontem (18) um
relatório final sem que tenha sido alcançado um acordo com relação aos
casos de divórcio e dos homossexuais.
O documento traz um inventário dos
diversos problemas da família nos cinco continentes, como o acolhimento
pela Igreja dos casais em união de fato, homossexuais ou divorciados.
O
texto aprovado não apresenta, portanto, conclusões, mas representa um
passo à frente face ao próximo sínodo, sobre o mesmo tema, previsto para
em outubro de 2015. O superior-geral dos jesuítas, ordem a que
Francisco pertence, disse aos órgãos de imprensa religiosos que uma
“revolução” no pensamento da Igreja é possível no próximo ano. A
cerimônia de encerramento do sínodo marcou também a beatificação do papa
Paulo VI.






