
Depois da Argentina, as transações comerciais entre o Brasil e o
Uruguai poderão ser feitas na moeda local dos dois países. O sistema de
pagamento em real e peso uruguaio entrará em operação em dezembro,
informou o Banco Central do Brasil. Os testes de informática para a
implantação estão sendo concluídos.
O convênio para o início das
transações foi assinado, na sexta-feira (31), durante a reunião dos
presidentes de Banco Centrais da América do Sul, em Lima, no Peru. O
Sistema de Pagamentos em Moeda Local (SML), como é chamado, substitui as
transações em dólares e deve facilitar o comércio de bens e serviços
entre o Brasil e o Uruguai.
Pelo convênio, importadores e exportadores
brasileiros e uruguaios poderão realizar pagamentos e receber em suas
respectivas moedas, dispensando o contrato de câmbio. Também será
possível a utilização do sistema para o pagamento de aposentadorias e
pensões, além de remessas de pequeno valor. De acordo com o BC, o
mecanismo vai aumentar o nível de acesso dos pequenos e médios agentes e
aprofundar o mercado em real e peso uruguaio, com redução de custos das
transações.
O uso do SML é voluntário. O BC brasileiro informou que o
sistema com o Uruguai é semelhante ao da Argentina, mas inclui avanços
decorrentes da experiência adquirida ao longo dos anos. Entre esses
avanços, o BC cita a possibilidade de os agentes brasileiros não apenas
exportarem, mas também importarem em reais, e a inclusão de serviços não
relacionados ao comércio de bens.
O sistema de pagamentos com a
Argentina foi criado em 2008, mas com a crise do país vizinho as
operações têm recuado. O sistema deve ser expandido para outros países,
como o Paraguai. Outras nações como Rússia, Índia e China já
demonstraram interesse em adotar o sistema no comércio bilateral com o
Brasil. (BN)






