
A Operação Nomadismo,
deflagrada hoje (31) pela Polícia Federal (PF) em parceria com a
Previdência Social, pode ter identificado a ponta do iceberg de uma
quadrilha que fraudava o Instituto Nacional do Seguro (INSS).
Até o
momento, foram contabilizados cerca de R$ 4 milhões em valores
desviados, mas, segundo o delegado Marcelo Fernando Bórsiom, a soma pode
chegar a R$ 40 milhões. “Das 17 pessoas ouvidas hoje, 12 já foram
indiciadas.
Há pelo menos dois servidores [públicos] envolvidos no
caso”, informou o delegado. De acordo com ele, de janeiro a maio de
2010, os fraudadores enviaram informações falsas ao INSS, principalmente
por meio de Guia de Recolhimento do FGTS (Gfip) fraudulentas, a fim de
“criar qualidade de segurado para pessoas que não trabalham em
empresas”. Foram cerca de 5,2 mil guias fraudulentas, detalhou Bórsiom.
A
Gfip é um documento que informa quais funcionários trabalham em
determinada empresa, o que fazem e qual salário recebem. Por meio dessa
guia foram concedidos benefícios a falsos segurados. Segundo o delegado,
o valor de cada benefício chegava a R$ 3,5 mil. Entre os benefícios
concedidos irregularmente estão os de aposentadoria, em especial por
incapacidade, e seguro-desemprego.
(Agência Brasil.)






