
Elaborado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), o relatório
informa, ainda, que foram registrados 50.320 ocorrências de estupro em
2013. Como estudos internacionais indicam que apenas 35% das vítimas
desse crime reportam a agressão à polícia, o documento estima que
143.000 pessoas tenham sido estupradas no país no ano passado.
Ainda segundo o levantamento, o número de presos no Brasil atingiu
574.207 em 2013. É o equivalente a uma cidade como Santo André, na
Região Metropolitana de São Paulo. O déficit é de 220.057 vagas. Do
total de presos, 215.639, ou 41% ainda aguardam julgamento. Os números
não incluem detentos sob custódia das polícias. Um em cada quatro presos
do país está detido por crimes relacionados a tráfico de drogas,
enquanto 49% deles cumprem pena por crimes contra o patrimônio. Já os
autores de homicídio são 12% da população carcerária.
Mortes em confrontos - Dados do relatório antecipados na segunda-feira mostram que 2.212 pessoas foram mortas no ano passado em confrontos com a polícia –
uma média de seis mortes por dia. O número inclui mortes ocorridas em
confrontos entre policiais e suspeitos, disparos acidentais e mortes
resultantes de operações para desmantelar ações criminosas. O número é
menor do que o verificado no ano anterior, quando 2.332 pessoas foram
mortas em enfrentamentos com a polícia no Brasil.
Em relação à quantidade de policiais mortos, houve um aumento em 2013 na
comparação com o ano anterior. Foram 490 mortes, 43 a mais do que 2012.
A média no país é de um policial assassinado por dia. Desde 2009, 1.170
agentes foram mortos. A maioria das mortes (75,3%) ocorreu quando os
policiais não estavam em serviço. O Rio de Janeiro é o Estado com maior
número de casos, com 104, seguido por São Paulo (90) e Pará (51).
Custo da violência - Dados do anuário mostram ainda que a violência custa ao Brasil o equivalente a 5,4% do
Produto Interno Bruto (PIB). Em 2013, o montante despendido em
decorrência da escalada da criminalidade chegou a 258 bilhões de reais –
a maior parte, 114 bilhões de reais, resultou da perda de capital
humano. O documento traz na conta os gastos com serviços de segurança
particular (39 bilhões de reais), seguros contra furtos e roubos (36
bilhões de reais) e com o sistema público de saúde (3 bilhões de reais) –
o chamado custo social da violência.
Completam o quadro a verba destinada à manutenção de prisões e unidades
de cumprimento de medidas socioeducativas (4,9 bilhões de reais), e os
investimentos governamentais em segurança pública totalizando 61,1
bilhões de reais. No ano passado, o investimento público em segurança
cresceu 8,65% no país – os gastos da União, Estados e municípios nesse
quesito somam 1,26% do PIB. São Paulo foi o Estado que mais investiu em
segurança: 9,27 bilhões de reais, 12,11% superior ao montante investido
pelo governo federal, 8,27 bilhões de reais.






