
O prefeito de Palmas, Carlos Amastha (PP), assumiu ares de
protagonismo nas articulações de governo e oposição por maioria na
disputa pela presidência da Assembleia Legislativa.
Nos bastidores, a
informação é que o pepista seria o fiel da balança em favor do Palácio
Araguaia, apesar de não pertencer ao grupo político do governador
Marcelo Miranda (PMDB).
Segundo fontes ouvidas pelo blog do jornalista Cleber Toledo, Amastha
teria influência total sobre três votos de deputados do grupo que se
intitula "independentes": Cleiton Cardoso (PSL), Júnior Evangelista
(PRTB) e Ricardo Ayres (PSB). Eles pertencem a partidos da base do
prefeito. O PSL, por exemplo, já teria fechado questão em favor do
candidato do governo, e o suplente de senador Marco Antônio Costa, que é
da sigla, já estaria em campo para articular.
Amastha, segundo os governistas, entrou mais intensamente no
processo, em favor da candidatura do deputado Paulo Mourão (PT), nos
últimos dois dias - inclusive, falando várias vezes com o governador
Marcelo Miranda. "As divergências das eleições já ficaram para trás.
Totalmente superadas", assegurou ao blog CT um articulador governista (leia aqui).
Segundo o blog, a leitura que os principais players do governo fazem
neste momento é que existem três grupos de deputados nesta eleição. Um
de 7 ou 8 parlamentares bem definidos em favor do Palácio e que votarão
em Paulo Mourão (PT), que é o candidato preferido de Marcelo. Se o
governador mudar para outro nome, esse grupo também garantirá o voto.
Um segundo grupo, também de 7 ou 8 deputados - ainda conforme esses
analistas -, está firme em torno da candidatura do presidente da
Assembleia, Osires Damaso (DEM). E aí vem o terceiro grupo, também de 7
ou 8 parlamentares, que pode oscilar. Para esses players, entre outros,
pertencem a esse grupo Ricardo Ayres, Cleiton Cardoso e Júnior
Evangelista, além de Toinho Andrade (PSD), José Bonifácio (PR) e Eli
Borges (Pros). Ou seja, deputados dos dois lados.
A tese dos governistas é que, se Amastha conseguir trazer os votos de
Ricardo, Cleiton e Evangelista, poderão vir outros parlamentares por
gravidade, que não querem ficar contra o governo, no caso de o Palácio
caminhar para a vitória.
Mural do Tocantins/Tocantins 247






