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CERCA DE 623 MIL PESSOAS PASSARAM OU PASSAM FOME NO TOCANTINS

Pesquisa aponta que fome no Tocantins afeta mais crianças e idosos Pesquisa feita pelo IBGE aponta dados sobre a insegurança alimentar. Cerca de 623 mil pessoas passaram ou passam fome no estado.

Uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) demonstrou quais são as estratégias que as famílias brasileiras em situação de insegurança alimentar usam para enfrentar o problema. Os dados estão no suplemento de Segurança Alimentar da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2013 divulgado no último dia 18 de dezembro de 2014.

No Tocantins os moradores em situação de risco alimentar estão em todas as regiões do estado, sendo que mais da metade da população tem dificuldades para colocar comida dentro de casa. Segundo a pesquisa cerca de 623 mil tocantinenses passaram ou passam fome, sendo que a fome afeta mais crianças e idosos. Dos que estão com insegurança grave ou moderada ao todo 11% tem de 0 a 4 anos, 11% de 5 a 17 anos, 12% entre 50 a 54 anos e 12,4% acima de 65 anos.

Uma dessas pessoas é Maria Lourdes Pereira que mora com oito pessoas entre filhos, netos e os pais e destaca que várias vezes tem que deixar de comer para alimentar os filhos. A mulher mora no Setor Taquari, região sul de Palmas. "Meus filhos é o principal para comer e quando eu tenho eu dou para meus filhos para não passar fome e tiro da minha boca para dar para eles. As vezes estão chorando para comer alguma coisa e eu não tenho dinheiro para comprar", revela a dona de casa.


A nutricionista Sandra Aguiar, explica o que é a insegurança alimentar. “Quando as pessoas de uma familia não tem certeza de ter esses alimentos todos os dias. A pessoa não tem como adquirir esses alimentos por vários fatores e como não é frequente isso gera a insegurança alimentar”, destaca a nutricionista.

A pesquisa mostra que comprar fiado algum alimento foi a principal opção das famílias em situação de risco no Nordeste (53,8%), Norte (50,2%) e também no Centro-Oeste (37,3%). Pedir alimentos emprestados a parentes, vizinhos e/ou amigos foi a principal estratégia usada no Sul (34,2%) e Sudeste (33,5%).

A socióloga da Universidade Federal do Tocantins (UFT), Cristiane Roque afirma que é preciso repensar o planejamento de combate a fome no país. "Seria importante para reduzir esse quadro, políticas públicas eficientes de médio e longo prazo para inserir essas pessoas nos mercados profissionais. É preciso formação, investir em cultura, escolarização. Formação profissional é um ponto chave para que elas deixam de depender dos programas de transferência de renda que deveriam ser vistos e utilizados como programas emergenciais, embora importantes, mas não resolvem o problema", analisa a socióloga.

Centralizado/TV Anhanguera
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