
O proprietário da ECB Construção e Pavimentação, Epitácio Brandão Filho, afirma que o tanque que vazou uma grande quantidade de óleo na avenida NS-7, no centro de Palmas, foi roubado do canteiro de obras da empresa. O tanque ainda não foi encontrado. Brandão Filho afirma que o vazamento foi resultado do roubo, já que os criminosos teriam esvaziado o tanque antes de levá-lo. Mesmo assim, o empresário admitiu que a empresa foi responsável pelo problema que chegou até a Área de Proteção Permanente (APP) do córrego Brejo Comprido.

O trabalho de contenção começou na quarta-feira (14) à tarde. Por volta das 13h desta quinta-feira (15) o trânsito na avenida Juscelino Kubitschek foi liberado. A avenida LO-7 segue interditada em um dos sentidos pela necessidade de aspirar uma poça de água que ainda tem óleo. Até a noite desta quinta a via deve ser liberada, segundo a Secretaria de Meio Ambiente de Palmas. Já a limpeza da vegetação deve seguir até o final da tarde de sábado (17).
De acordo com a Guarda Ambiental de Palmas, o material que vazou é um pouco mais denso que o óleo convencional, por isso ele não foi absorvido pelo solo. Isso facilita a limpeza, já que basta uma raspagem superficial para descontaminar a terra. Na APP o trabalho é mais complicado. Pela proibição do uso de máquinas no local os funcionários da empresa contratada para o remoção dos resíduos precisam recolher o material contaminado com as mãos.

Brandão Filho informou ainda que o que for retirado do local vai ser enviado a Goiânia para incineração. A expectativa é de que sejam levados cerca de 20 toneladas de areia e 45 tonéis de óleo. As pistas das avenidas foram cobertas com serragem e areia para evitar a derrapagem, posteriormente esse material também vai ser recolhido e incinerado.
A Prefeitura de Palmas não confirmou nem desmentiu a informação de que o tanque havia sido roubado. A administração disse apenas que procura pelas imagens das câmeras de segurança da região e que investiga quem tirou o tanque do local. A ECB Construção e Pavimentação afirmou ainda que não havia desmontado o canteiro de obras após a conclusão da pavimentação da NS-7 porque ele iria servir para um outro projeto da empresa no mesmo local.
G1 TO






