
Especialistas que analisam o sumiço e queda do avião
da AirAsia acreditam que o piloto responsável pelo voo QZ8501 conseguiu
pousar a aeronave antes que ela afundasse. As informações foram
divulgadas nesta quinta (1º).
De acordo com os
especialistas do ramo da aviação, o cenário do acidente sugere que o
comandante Iriyanto, que ainda não foi resgatado do fundo do mar e era
conhecido por ter vasta experiência, efetuou uma tentativa de pouso de
emergência com um "impacto não destrutivo". "O
transmissor de localização de emergência (ELT) teria que funcionar
depois do impacto, seja em terra, no mar ou no alto de uma montanha, e
minha análise é que não funcionou porque não houve um grande impacto
durante o pouso.
O piloto conseguiu pousar na água", explicou Dudi
Sudibyo, redator-chefe da revista de aviação Angkasa, em entrevista à
AFP. O Airbus A320-200 voava a uma altura de
32.000 pés (9.800 metros) quando o piloto entrou em contato com a torre
de controle e pediu permissão para subir um pouco mais, para evitar uma
tempestade.
Ele informou que as ocndições de voo não eram boas e que o
tempo estava muito ruim. Como havia densidade de tráfego aéreo no
momento, a torre de controle demorou para dar permissão. Pouco depois, o
Airbus desapareceu das telas dos radares.
O avião
sumiu quando sobrevoava o mar de Java durante uma tempestade. O piloto
não chegou a pedir socorro, nem emitiu sinais esperados quando um avião
desaparece ou pousa no fundo do mar. Alguns analistas acreditam que o
que levou a aeronave a perder força foi o fato dela voar muito
lentamente ou por ter mudado de altura de forma brusca.
Avião não explodiu: Um
pescador auxiliou as buscas ao informar que viu um avião voando baixo e
que teria ouvido um forte estrondo.
A Força Aérea foi ao local e
começou a encontrar os primeiros destroços no mar de Java. Apesar
do forte barulho, a probabilidade de ter havido explosão é muito
pequena.
"As conclusões que se chegaram até agora é que o avião não
explodiu no voo e não foi vítima do impacto com a superfície já que,
nesse caso, os corpos não estariam intactos", explicou à AFP o
ex-comandante de voo Chappy Hakim.
Além disso, a
fuselagem da aeronave está oraticamente intacta e existe um tobogã
inflável nas saídas de emergência da aeronave, o que indica que os
primeiros passageiros deixaram o avião logo depois do pouso.
Para
o ex-ministro dos Transportes, Jusman Syafii Djamal, o fato de a porta
de emergência estar aberta significa que "alguém a abriu".
Segundo ele,
isso é uma forte evidência de que os passageiros aguardavam que um dos
membros da tripulação fossem buscá-los com um bote salva-vidas antes de
serem atingidos por uma forte onda, que teria sido responsável por
afundar o avião.
Até o momento, nove dos 162
corpos foram resgatados no leste da Indonésia. O trabalho está
comprometido por conta dos fortes ventos e a maré agitada no local.






