O pagamento de auxílio-moradia no valor de R$ 3.800,00 para os
deputados estaduais foi tema de discussões na sessão desta quinta-feira,
5, na Assembleia Legislativa. Todos os deputados têm direito ao
benefício, mesmo os que têm residência fixa na Capital, mas quem quiser
receber, terá que solicitar à Mesa Diretora.
O benefício foi aprovado na
Legislatura anterior e está em vigor desde o dia 1º de janeiro.
O deputado Eduardo Siqueira Campos (PTB) subiu à tribuna para afirmar
que irá solicitar o benefício, irá complementá-lo até o valor de R$ 4
mil e irá destinar, em partes iguais, para instituições de caridade com
relevantes serviços prestados ao Estado.
Neste primeiro mês, segundo o
deputado, as entidades atendidas serão: Fazenda da Esperança, Leão de
Judá, Apae-TO e Liga Feminina de Combate ao Câncer.
"O recurso tem uma destinação a específica, mas se não for utilizado,
pode ser destinado para outra rubrica e continuará não chegando à
sociedade como o benefício por ela esperado", frisou.
Segundo ele, sua
intenção não é constranger o Parlamento ou qualquer deputado que
pretenda utilizar o benefício para o fim ao qual é destinado ou qualquer
outra finalidade. "Não estou aqui para fazer juízo de valor, mas como é
um tema que a sociedade tem dado grande atenção, cada um terá que olhar
nos olhos de seus eleitores e explicar", disse.
Outro deputado que decidiu doar seu benefício é Mauro Carlesse (PTB).
A assessoria do parlamentar divulgou a informação na tarde desta
quarta-feira, 4.
Já o deputado Wanderlei Barbosa (SD) disse que respeita a posição de
Eduardo Siqueira, mas que dinheiro é para benefício próprio dos
deputados. Barbosa disse ainda que solicitar o auxílio moradia para
fazer doação para entidade não é uma renuncia para o auxílio. “Para isso
que temos nossas emenda parlamentares”, disse.
A deputada estadual Luana Ribeiro (PR) se recusou a receber o auxílio
moradia. Conforme discurso rápido no plenário da Assembleia Legislativa
(AL) na manhã desta quinta, Luana Ribeiro declarou que abriria mão de
receber o benefício por possuir residência própria em Palmas. A deputada
argumentou que não discrimina quem aceita o auxílio moradia, mas que em
seu caso não há necessidade. “Respeito a opinião e a vontade de todos e
hoje tomo essa decisão como opção”, afirmou.
Damaso manterá
O presidente da Assembleia, Osires Damaso (DEM) afirmou que, apesar
das críticas, manterá o pagamento do auxílio-moradia aos parlamentares.
“Tenho alma tranquila de um ato legal. O parlamentar trabalha 24 horas
talvez nós parlamentares trabalhemos muito mais que o procurador Geral
de Justiça”, frisou.
Tocantins 247






