Quem circulou pelos bolsões de estacionamento da avenida Juscelino
Kubitschek (JK), no centro de Palmas, durante esta semana viu um cenário
incomum. Vagas sobrando, nenhuma fila e pouco movimento.
E isso tem
acontecido desde segunda-feira (2), quando o estacionamento rotativo da capital começou a funcionar.
A medida agradou parte da população, já que agora é possível encontrar
vagas facilmente durante todo o dia, mas há quem esteja incomodado com a
mudança.
Os comerciantes relatam queda nas vendas e no movimento por causa da
cobrança pelas vagas. A vendedora Aguida Ruth Firmino da Silva, que
trabalha em uma farmácia na avenida, relatam que a medida alterou o
cotidiano do trabalho. "Isso prejudicou os comerciantes.
No horário de
pico o movimento caiu bastante e quem vem, vem correndo. Não olham mais
os preços dos produtos e saem correndo. Fora que os funcionários não
podem mais estacionar aqui," comenta.
Motoristas estão estacionando em ruas laterais da avenida JK (Foto: João Guilherme Lobasz/ G1)
A diferença foi tão acentuada que a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Palmas
pediu uma reunião com a prefeitura nesta sexta-feira (6).
A CDL pediu
mudanças no sistema, como aumento no tempo de tolerância - que
atualmente é de cinco minutos - mudanças no método de cobrança e
diminuição do periodo de funcionamento do estacionamento. Christian
Zini, secretário de Trânsito de Palmas, disse que a prefeitura vai
estudar as propostas dos lojistas e confirmou uma nova reunião para
terça-feira (10).
Uma das sugestões é de que o estacionamento passe a funcionar apenas
durante o horário bancário, quando há maior fluxo de pessoas. Os
motoristas também pediram que a cobrança passe a ser na saída e não no
momento em que se estaciona, como é feito atualmente. As propostas ainda
não foram analisadas pela prefeitura, já que são solicitações recentes
que só surgiram depois que a zona azul foi implantada.
Outro lado
Nem todos que trabalham na JK acharam a medida negativa. Os mototaxistas relataram que o setor teve um leve crescimento desde segunda-feira. Vilmar Alves dos Santos, que trabalha em um dos pontos da avenida, afirma que "começou a dar uma diferença, ainda não é muito, porque o pessoal está se adaptando e resistindo à mudança. Mas quando implantarem o restante [da zona azul e das zonas verdes, que ainda não entram em operação] deve aumentar a demanda", conclui ele.
Nem todos que trabalham na JK acharam a medida negativa. Os mototaxistas relataram que o setor teve um leve crescimento desde segunda-feira. Vilmar Alves dos Santos, que trabalha em um dos pontos da avenida, afirma que "começou a dar uma diferença, ainda não é muito, porque o pessoal está se adaptando e resistindo à mudança. Mas quando implantarem o restante [da zona azul e das zonas verdes, que ainda não entram em operação] deve aumentar a demanda", conclui ele.






