Um depósito clandestino em Araguaína, norte do Tocantins,
foi fechado pelas Delegacias da Receita Estadual e Fazendária. Segundo a
polícia, a casa funcionava como distribuidora de bebidas e o dono
vendia a mercadoria sem nota fiscal.
No local, a polícia encontrou um
caminhão carregado de bebidas, além de caixas de cerveja e outras
bebidas alcoólicas, no quintal da residência, localizada no setor
Aeroviário.
Segundo a polícia, durante a operação "Drinks", que significa bebida na
língua inglesa, não foram encontradas as notas fiscais que poderiam
informar a origem da mercadoria. No momento da operação, o dono não
estava no local e os funcionários não apresentaram os documentos da
empresa. Uma camionete carregada de bebidas, que estava estacionada
perto da casa, era usada para transportar a mercadoria para outros
estabelecimentos na cidade.
Depósito de bebidas clandestino funcionava no setor Aeroviário, em Araguaína
(Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
(Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
"Auditores da Receita Estadual entraram em contato conosco porque
chegaram ao local para realizar a fiscalização e encontraram os portões
fechados. Chegamos, determinamos a abertura dos portões, fomos atendidos
e está sendo realizado o trabalho de fiscalização. [As mercadorias]
estão desprovidas de nota fiscal e o dono teria se evadido do local.
Vamos fazer agora todo o levantamento e a apreensão da mercadoria",
explicou o delegado da Polícia Fazendária, Rerisson Macedo.
Segundo as investigações, a prática de sonegação de impostos em bebidas
alcoólicas e depósitos clandestinos têm sido comum na região. "Está
havendo uma operação de desova da mercadoria. A mercadoria sai de
Goiânia, Brasília com destino ao Pará e Maranhão descarregam aqui no
local clandestino e vão com carro pequeno levando para os
estabelecimentos para vender sem nota fiscal e sem pagar imposto",
argumentou o delegado da Receita Estadual, Edilmar Marques.
Segundo a Delegacia da Receita Estadual, o dono do depósito é suspeito
de crime contra a ordem tributária. Com esta operação, a estimativa é de
que estava sendo sonegado mensalmente R$ 1 milhão em impostos.






