
Um casal de turistas dos Estados Unidos passou mal após andar por cerca
de 3 km, subindo uma serra, em um calor de mais de 35ºC no distrito de
Taquaruçu, em Palmas.
O incidente aconteceu porque eles não sabiam que o
sistema de transporte público da capital não chega até a entrada da
trilha que leva a Cachoeira da Roncadeira. Quando desceram na vila, que
fica na parte baixa da Serra do Carmo, foram informados por moradores
que precisariam ir até o local a pé caso quisessem visitar a atração. A
mulher, a norte-americana Jamie Tomé, de 41 anos, passou mal no caminho e
o marido, o carioca Fábio Tomé, de 50 anos, precisou pedir ajuda para
os guias locais.“Eu estava bem brava e chateada pela situação. Quando chegamos lá não havia nada para comer, só água e tapioca. Graças a Deus que o Darlan [Soares, administrador da cachoeira que socorreu o casal] se ofereceu para nos trazer de volta, porque eu não teria conseguido. Provavelmente teria ido parar no hospital”, conta Jamie. Esta é a primeira viagem dela para outro país.

Eles moram em Chicago, uma das cidades mais frias dos Estados Unidos, e
resolveram visitar o Brasil nas férias. O casal esteve no Rio de
Janeiro, onde Fábio nasceu, em São Paulo e no Espírito Santo, e não
enfrentaram problemas. “Em todos os outros lugares há transporte que
passa na sua porta e te deixa na atração que você quiser”, afirma Jamie.
No último dia 11 de março os dois desembarcaram em Palmas, onde o filho de Fábio mora e desde então contam que sentiram dificuldades em encontrar informações em inglês em placas e restaurantes. Fábio precisou traduzir tudo para Jamie.
De acordo com Darlan Soares, o administrador da cachoeira da Roncadeira, que socorreu o casal, o problema é recorrente em Taquaruçu. "É corriqueiro. Seja estrangeiro ou não, a pessoa não consegue informação, não tem referência nenhuma", contou. Ele lembrou que a capital está prestes a realizar os Jogos Mundiais Indígenas 2015, programados para setembro, e que ainda falta estrutura básica de turismo. "O casal chaga a cinco meses do evento e não consegue se locomover por falta de coisas óbvias, como placas [em inglês], guias e informações no aeroporto", pontuou.
Jamie e Fábio concordaram que Palmas não está preparada para receber grandes eventos. “O Darlan foi ótimo e as pessoas foram muito hospitaleiras o tempo todo no Brasil, mas eu não acho que a cidade esteja pronta para receber esse evento de jeito nenhum”, disse Fábio. O casal deve deixar Palmas no próximo dia 2 de abril, sem visitar a cachoeira.
No último dia 11 de março os dois desembarcaram em Palmas, onde o filho de Fábio mora e desde então contam que sentiram dificuldades em encontrar informações em inglês em placas e restaurantes. Fábio precisou traduzir tudo para Jamie.
De acordo com Darlan Soares, o administrador da cachoeira da Roncadeira, que socorreu o casal, o problema é recorrente em Taquaruçu. "É corriqueiro. Seja estrangeiro ou não, a pessoa não consegue informação, não tem referência nenhuma", contou. Ele lembrou que a capital está prestes a realizar os Jogos Mundiais Indígenas 2015, programados para setembro, e que ainda falta estrutura básica de turismo. "O casal chaga a cinco meses do evento e não consegue se locomover por falta de coisas óbvias, como placas [em inglês], guias e informações no aeroporto", pontuou.
Jamie e Fábio concordaram que Palmas não está preparada para receber grandes eventos. “O Darlan foi ótimo e as pessoas foram muito hospitaleiras o tempo todo no Brasil, mas eu não acho que a cidade esteja pronta para receber esse evento de jeito nenhum”, disse Fábio. O casal deve deixar Palmas no próximo dia 2 de abril, sem visitar a cachoeira.

Em nota, a Agência Municipal de Turismo (Agtur), disse que o transporte
público que dá acesso aos atrativos naturais do distrito de Taquaruçu
não é de responsabilidade do poder público, pois estes são explorados
pela iniciativa privada. O município disse ainda que um projeto do Polo
Turístico de Taquaruçu está em andamento e que realizará consultoria
para que as empresas possam identificar as demandas de transportes e
oferecer este serviço aos turistas.
Quanto à falta de infraestrutura, a Agtur informou que pela própria
característica do turismo ecológico natural, que prevê o mínimo de
impacto ambiental, o que se busca é preservar ao máximo o meio ambiente e
as características naturais destes locais.
Em relação à sinalização bilingue da cidade e informações sobre os
atrativos turísticos, a Prefeitura de Palmas disse que firmou uma
parceria com o Sebrae e através do projeto Polo Turístico de Taquaruçu,
realizará um diagnóstico, que deverá identificar oportunidades,
contemplar o cenário atual de atendimento ao turista e as necessidades
de regulamentação do setor. Além disso, vai incluir o mapeamento dos
atrativos naturais, atualizar a descrição das características físicas,
nível de dificuldade de trilhas de acessos, elaborar a capacidade de
carga dos atrativos, do fluxo de pessoas e a construção de destinos
turísticos para orientar o desenvolvimento das potencialidades.






