
O PT divulgou ontem, manifesto aprovado pelos 27 diretórios
estaduais, em que diz “está sob forte ataque”. O documento foi divulgado
durante reunião da Executiva do partido, em um hotel da zona sul de São
Paulo.
A legenda destaca que não é a primeira vez que passa por essa
situação e lembra o caso do sequestro do empresário Abílio Diniz, em
dezembro de 1989, quando foi acusada pelo ato.
O texto diz ainda que
“nunca como antes, porém, a ofensiva de agora é uma campanha de cerco e
aniquilamento” e que o atual movimento contra o partido busca
criminalizá-lo. A sigla não cita quem seriam os culpados pelo ataque,
mas dirige as críticas aos “maus perdedores no jogo democrático” que
“tentam agora reverter, sem eleições, o resultado eleitoral”.
Segundo a
legenda, tentam “fazer do PT um bode expiatório da corrupção nacional e
de dificuldades passageiras da economia”.“Condenam-nos não por nossos
erros, que certamente ocorrem numa organização que reúne milhares de
filiados.
Perseguem-nos pelas nossas virtudes. Não suportam que o PT, em
tão pouco tempo, tenha retirado da miséria extrema 36 milhões de
brasileiros e brasileiras. Que nossos governos tenham possibilitado o
ingresso de milhares de negros e pobres nas universidades.”. No
documento, o partido diz ainda que é favorável às investigações, como a
que envolve a Petrobras, e afirma que, caso algum filiado seja condenado
em “virtude de eventuais falcatruas”, será excluído do partido.
O PT
ressalta que, durante o seu próximo congresso da agremiação “Caberá à
legenda se reencontrar com o PT dos anos 1980, quando nos constituímos
num partido com vocação democrática e transformação da sociedade”. A
ideia, segundo os membros do PT, é que o congresso faça o partido
retomar sua “radicalidade política, seu caráter plural e não dogmático”.
(Agência Brasil)






