
Uma criança de dois anos pode perder os rins por causa da falta de
atendimento na rede pública de saúde do Tocantins. Marielly Heloísa
Leita Carneiro sofre de uma síndrome que causa eliminação inadequada de
grandes quantidades de proteína na urina pelos rins, a síndrome
nefrótica. De acordo com Luciane Ribeiro Leite, mãe da criança, a
família vive em Araguaína, no norte do estado, e a menina precisou ser
transferida para o Hospital Infantil de Palmas. "A especialista que nos
atendeu mandou a gente de volta pra casa, alegando não haver vaga no
ambulatório", conta.
Segundo Luciane, a médica nefrologista que atendeu Marielly em Araguaína,
disse que ela corre o risco de perder os rins caso não sejam feitos os
procecimentos médicos. Após voltar para casa, a mãe da criança pediu
ajuda ao Ministério Público Estadual para mover uma ação exigindo ao
Estado que desse continuidade ao tratamento da filha. A justiça
estipulou 24 horas para o cumprimento da decisão, mas o prazo venceu há
uma semana e a criança ainda passa por dificuldades para conseguir
atendimento especializado.

A ação coloca como pena uma multa em R$10 mil aos cofres públicos se
for descumprida. Além do tratamento, é exigido que seja feita uma
biópsia com urgência nos rins da criança para diagnósticar e avaliar a
situação do caso.
O MPE ordenou também que sejam abertos mais seis leitos de UTIs
pediátricas do Hospital Municipal de Araguaína, com prazo de 180 dias
para que aconteça a regularização. O secretário estadual de Saúde,
Samuel Bonilha disse que a determinação será cumprida dentro do prazo e
que vai pedir rapidez no caso de Marielly.
Síndrome nefrótica
Segundo o urologista Luciano Nesrallah, a síndrome nefrótica é multifatorial, ou seja, há uma série de fatores que acarretam no surgimento da doença como: não filtração da proteína pelo rim, está ligada a sobrecarga cardíaca e perca das funções hidroeletrolíticas que são responsáveis também pela manutenção dos órgaos excretores.
Segundo o urologista Luciano Nesrallah, a síndrome nefrótica é multifatorial, ou seja, há uma série de fatores que acarretam no surgimento da doença como: não filtração da proteína pelo rim, está ligada a sobrecarga cardíaca e perca das funções hidroeletrolíticas que são responsáveis também pela manutenção dos órgaos excretores.






