
Um homem acusado de falência
fraudulenta abriu fogo na manhã desta quinta-feira (9) no Tribunal de
Milão e matou pelo menos quatro pessoas. Entre as vítimas estão o juiz
encarregado de analisar o caso e o advogado do suspeito. Segundo as
equipes de socorro, o ataque deixou outros dois feridos.
O
suspeito, identificado como Claudio Giardiello, abriu fogo na sala de
audiência do terceiro andar do Tribunal e depois desceu ao segundo
andar, onde matou o juiz Fernando Ciampi em sua sala.
Além
do juiz, o advogado de Giardiello, Lorenzo Alberto Claris Appiani, de
37 anos, também teria sido abatido. O corpo de uma terceira pessoa foi
encontrado nas escadarias do prédio, mas não tinha sinais de ferimentos.
As equipes de socorro suspeitam que essa vítima pode ter sofrido uma
parada cardíaca.
A quarta
vítima fatal foi identificada como Giorgio Elba, de 60 anos, que estava
envolvido no processo. Ele chegou a ser levado a um hospital, mas não
resistiu aos ferimentos. Seu sobrinho, também atingido, continua em
estado crítico, de acordo com a imprensa italiana.
Claudio
Giardello conseguiu fugir de moto, mas foi detido pela polícia na
cidade de Vimercate, distante cerca de 30 km de Milão. Ele foi levado a
uma delegacia de polícia, segundo informações do ministro do Interior,
Angelino Alfano.
"Cliente paranóico"
Testemunhas
disseram ter ouvido entre quatro e cinco disparos durante o ataque que
aconteceu às 11 horas da manhã, pelo horário local (6h em Brasília).
© Fournis par RFI
A polícia cercou o tribunal e
orientou os que estavam dentro do prédio a se trancar nas salas. As
primeiras informações indicavam que o atirador ainda se encontrava no
sétimo andar do prédio que fica na região central de Milão.
Giardiello,
de 57 anos, acusado de ter feito os disparos, comparecia ao Tribunal de
Milão para responder a uma processo pela falência, em 2008, de uma
agência imobiliária. Ele tinha 55% de participação na empresa.
Um
ex-advogado, Valerio Maraniello, explicou à agência AFP que deixou de
atender Giardiello como cliente por que ele não seguia seus conselhos.
"Era um cliente particular, uma pessoa agressiva, um pouco paranóico.
Ele sempre achava que alguém queria prejudicá-lo", afirmou. RFI






