
A assembleia de criação do Observatório Social de Palmas foi realizada
na noite desta quinta-feira (16). A partir de agora, membros da
sociedade passam a fiscalizar as contas públicas do município de Palmas e
da Câmara de Vereadores. O objetivo é fazer um monitoramento,
acompanhar processos licitatórios, exigir uma melhor aplicabilidade dos
recursos e atuar no combate à corrupção.
A cerimônia de criação da associação foi realizada no auditório do
Senac. Em torno de 40 voluntários participam do projeto. A intenção é
envolver toda a comunidade. "A gente está fazendo um papel de cidadão. A
ideia não é brigar com ninguém, a gente está brigando é com a
corrupção, é com aquilo que está errado", disse a voluntária Ana Isabel
Friedlander.
Este é o primeiro observatório criado na região norte do Brasil. A
ideia do projeto surgiu no sul do país e se espalhou por cerca de 18
estados. "Muitas vezes o gasto é camuflado, ele é mal feito, mal
planejado, mal elaborado e a criação do observatório é um marco para que
a gente possa começar a estruturar, criar políticas para melhorar a
qualidade e reduzir o custo para a gente ter aquele hospital que a gente
deseja, aquela escola que a gente deseja", diz o analista de
cooperativismo, Anaximandro Camargo.

Além das licitações, a função do observatório é acompanhar a aplicação
de recursos para a construção de escolas, creches e outras instituições
financiadas pelo dinheiro público. "Nossa atuação se inicia a partir da
publicação do edital até o acompanhamento da entrega do produto ou
serviço", explicou a voluntária Glaucia Silva.
Participaram da assinatura do termo entidades e representantes do poder
público. Para os gestores, o projeto vai contribuir para uma melhor
administração. "O grande ganho, tanto para o cidadão, quanto até mesmo
para a prefeitura é saber que existe um controle social, um
acompanhamento de pessoas que conhecem de que forma as despesas são
executadas, conhecem a metodologia de licitações e podem sim,
acompanhar, exigir os melhores preços e melhores serviços e entregas",
afirmou a secretária de Transparência e Corrupção da Controladoria Geral
da União, Patricia Audi.






