
Segundo informações da PF, indícios colhidos no inquérito policial
demonstram que os criminosos tinham acesso ao sistema do Ministério do
Trabalho e Emprego. Eles faziam o requerimento do benefício usando dados
de PIS de trabalhadores reais e fictícios. Para realizar a fraude, os
membros da organização criavam perfis de desempregados por meio de dados
falsos referentes a empresas laranjas.
Os crimes cometidos pelos suspeitos, de acordo com a PF, são de
organização criminosa, estelionato, falsificação de documento, uso de
documento falso, falsidade ideológica, inserção de dados falsos em
sistemas e lavagem de dinheiro.
A PF informou ainda que além da operação Xeque Duplo, foi realizada
outra, a Duas Caras. Esta se refere a fraude praticada por dois
integrantes da mesma organização criminosa. Eles agiam com a
participação de terceiros e tentavam enganar a própria Justiça. Criavam
um processo em que contestavam um saque do seguro-desemprego. Depois, os
dois suspeitos ingressavam com ação por danos morais na Justiça Federal
contra a Caixa Econômica Federal.
Uma das envolvidas foi presa na manhã desta quinta-feira. Segundo a PF,
a conta dela foi usada para o saque de R$ 51 mil, em maio do ano
passado. Depois disso, ela teria entrado na Justiça alegando que tinha
sido alvo de um golpe.
"A conta dela recebeu recursos, que o Ministério do Trabalho confirmou
que foram adquiridos de forma fraudulenta do seguro-desemprego. Outras
pessoas ligadas à organização falsificaram o documento de identificação
da correntista, sacaram o dinheiro, transferiram para outra pessoa no
estado de Goiás e posteriormente contestaram este saque contra a Caixa
Econômica Federal e ainda entraram com uma ação por danos morais",
explicou o delegado Luis Felipe Felipe da Silva.
Nas duas operações foram mobilizados 110 policiais federais para o cumprimento de 13 mandados de prisão preventiva, 10 mandados de prisão temporária, três mandados de condução coercitiva e 21 mandados de busca e apreensão nos Tocantins, Goiás e Maranhao. No estado tocantinense, foram presas pessoas de Palmas, Porto Nacional e Araguaína. Todos os mandados foram expedidos pela 4ª Vara Criminal da Justiça Federal em Palmas.
Nas duas operações foram mobilizados 110 policiais federais para o cumprimento de 13 mandados de prisão preventiva, 10 mandados de prisão temporária, três mandados de condução coercitiva e 21 mandados de busca e apreensão nos Tocantins, Goiás e Maranhao. No estado tocantinense, foram presas pessoas de Palmas, Porto Nacional e Araguaína. Todos os mandados foram expedidos pela 4ª Vara Criminal da Justiça Federal em Palmas.
Um dos suspeitos de envolvimento na organização, inclusive, já se
encontra em um presídio do Tocantins. Ele foi condenado a 21 anos por
estelionato, lavagem de dinheiro e corrupção ativa. Os policiais vão até
a Casa de Prisão Provisória de Palmas cumprir mais dois mandados contra ele.
O homem, que não teve o nome divulgado, foi preso em flagrante em junho
do ano passado com cartões de seguro-desemprego falsificados. Ele seria
o marido da mulher que teve a conta usada e que também faz parte da
organização. Segundo a polícia, provavelmente ele agia de dentro da
unidade prisional.
O delegado Danillo Robatto disse que os membros da organização podem
ter aliciado servidores da Caixa, Sine e Ministério do Trabalho e
Emprego. A PF informou que o grupo também é suspeito de lavagem de
dinheiro. Segundo as investigações, eles usavam o dinheiro para comprar
casas de luxo, terrenos, carros e motocicletas. A polícia disse que
nesta quinta-feira, foram apreendidos veículos, computadores, aparelhos
celulares, espelhos de formulários de seguro, documentos falsificados e
uma máquina para falsificar documentos.
Do G1 TO






