
Uma mulher que mantém um consultório de tarologia em Águas Claras, no
Distrito Federal, foi presa em flagrante neste sábado (18) depois de
aplicar um suposto golpe em um cliente. Segundo a Polícia Civil, o homem
pagou R$ 16 mil para "se livrar de um trabalho espiritual", recebeu a
promessa de restituição de parte do valor, mas foi avisado de que "o
dinheiro era madito e que ele poderia morrer com muito sofrimento" caso
recuperasse o montante.
O marido da taróloga foi preso como partícipe. De acordo com a polícia,
ele permanecia do lado de fora do consultório com os dois filhos do
casal "para passar a noção de ambiente familiar".
Segundo o delegado da Coordenação de Repressão aos Crimes contra o Consumidor, à Ordem Tributária e a Fraudes (Corf) João de Ataliba Nogueira, a polícia conseguiu recuperar R$ 14,3 mil, que estavam no carro do marido da taróloga. O restante do valor se referia a consultas espirituais e ao preço de cestas básicas.
Segundo o delegado da Coordenação de Repressão aos Crimes contra o Consumidor, à Ordem Tributária e a Fraudes (Corf) João de Ataliba Nogueira, a polícia conseguiu recuperar R$ 14,3 mil, que estavam no carro do marido da taróloga. O restante do valor se referia a consultas espirituais e ao preço de cestas básicas.
O delegado diz que a mulher chegou a usar R$ 2,5 mil na aquisição da
suposta cesta. "Ela disse que fez as compras em um lugar da Asa Norte,
mas disse que não se lembrava onde. Ela falou que fez a compra na sexta.
Como ela não lembrava onde gastou R$ 2,5 mil no dia anterior?", afirma
Nogueira.
Transe
Segundo o delegado, o cliente fez algumas consultas com a taróloga desde 9 de abril. Pela primeira consulta, ele pagou R$ 990. Ao longo das sessões, a mulher convenceu a vítima de era preciso fazer uma limpeza espiritual, e que para isso deveria benzer um valor correspondente a nove vezes o valor já pago "pois ele tinha nove correntes no corpo".
A vítima levou R$ 14 mil para a mulher. Ela prometeu que devolveria depois da "purificação". Na sessão, o homem "consagrou o dinheiro a Iemanjá".
Segundo o delegado, o cliente fez algumas consultas com a taróloga desde 9 de abril. Pela primeira consulta, ele pagou R$ 990. Ao longo das sessões, a mulher convenceu a vítima de era preciso fazer uma limpeza espiritual, e que para isso deveria benzer um valor correspondente a nove vezes o valor já pago "pois ele tinha nove correntes no corpo".
A vítima levou R$ 14 mil para a mulher. Ela prometeu que devolveria depois da "purificação". Na sessão, o homem "consagrou o dinheiro a Iemanjá".
"Era só para benzer o dinheiro, para purificar. A vítima entregou esse
dinheiro para a autora, só que, quando [se deu o momento] da
purificação, a autora simulou estar apossada de um espírito, assustou a
vítima, disse que esse dinheiro seria usado em seu funeral se ficasse em
sua posse, que o dinheiro era maldito, era amaldiçoado, e que seria
melhor que ela não ficasse com o dinheiro", afirmou Nogueira.

De acordo com o delegado, a vítima contou a história para familiares,
que disseram para ele que se tratava de um golpe. O homem procurou a
polícia e informou que havia marcado com a taróloga para entregar as
cestas básicas às 10h de sábado e que uma nova consulta estava prevista
para as 15h.
"Quando ele foi ao local às 10h, ela disse que já havia entregado as cestas. Se ela comprou cesta, foi para ela mesma. Às 15h, ele foi para a sessão e nós ficamos acompanhando do lado de fora, para ver se ela entregaria o dinheiro, como prometido."
A consulta durou 40 minutos. Segundo a polícia, a mulher disse à vítima que o dinheiro estava em um centro espiritual da Asa Norte, mas que poderia buscá-lo, se ele quisesse. "Só que ela falou que o dinheiro iria trazer só coisa ruim, que ele iria recuperar o dinheiro com o trabalho, que esse dinheiro já estava prometido para Iemanjá. Na saída da sessão, ele avisou a gente que ela não tinha devolvido o dinheiro, e nós efetuamos a prisão em flagrante."
"Quando ele foi ao local às 10h, ela disse que já havia entregado as cestas. Se ela comprou cesta, foi para ela mesma. Às 15h, ele foi para a sessão e nós ficamos acompanhando do lado de fora, para ver se ela entregaria o dinheiro, como prometido."
A consulta durou 40 minutos. Segundo a polícia, a mulher disse à vítima que o dinheiro estava em um centro espiritual da Asa Norte, mas que poderia buscá-lo, se ele quisesse. "Só que ela falou que o dinheiro iria trazer só coisa ruim, que ele iria recuperar o dinheiro com o trabalho, que esse dinheiro já estava prometido para Iemanjá. Na saída da sessão, ele avisou a gente que ela não tinha devolvido o dinheiro, e nós efetuamos a prisão em flagrante."

Nogueira afirmou que a mulher atua no local há aproximadamente sete
anos e é possível que outras pessoas tenham sido vítimas dela. "[Essas
pessoas] podem estar com vergonha de registrar ocorrência, ou mesmo com
reveio da família, da contrariedade familiar, e não procuraram a
polícia."
"A gente vai apresentar ela para que, se outras pessoas forem lesadas
também, que sofreram essa desvantagem patrimonial em busca de um
conforto espírita, que procure a gente aqui na delegacia, porque ela vai
ser indiciada por tantos crimes quanto forem comunicados aqui",
afirmou.






