
A decisão do Conselho Municipal de Acessibilidade, Mobilidade e
Transporte de aumentar o valor da tarifa do transporte público para R$
2,95 nesta segunda-feira (4) desagradou diversos usuários que precisam
utilizar o transporte público para a locomoção dentro da capital.

O aumento começa a vigorar a partir do mês de agosto e a estudante
universitária, Gilvana Paludo Giombelli, de 19 anos, não concorda com as
justificativas dadas para o aumento da tarifa. "A qualidade do
transporte é péssima. Não concordo com nenhum aspecto que tente
justificar esse aumento na tarifa, é simplesmente um absurdo e
desrespeito sem medida para os que dependem desse meio", comenta a
estudante de Jornalismo da Universidade Federal do Tocantins (UFT).
De acordo com a estudante, o aumento da tarifa precisa refletir em
melhorias para os usuarios que segundo ela não tem acontecido na capital
. "Esse aumento tem que refletir diretamente na qualidade do transporte
e isso não tem acontecido. Não estou falando de ar-condicionado
instalado dentro dos ônibus e sim da super lotação, da espera, dentre
outros problemas que são enfrentados por nós usuários aqui de Palmas",
explica Gilvana.
O novo valor da tarifa foi decidido pela Câmara Temática, comissão
criada para avaliar a proposta de aumento. Na análise, foram apontadas
três fatores que pesaram na decisão: o aumento dos impostos, aumento do
combustível e reajuste salarial dos motoristas.
O novo valor da tarifa técnica ficaria em R$ 3,13, mas segundo o prefeito de Palmas,
Carlos Amastha, o município deverá subsidiar R$ 0,18 fazendo com que o
valor ficasse definido em R$ 2,95. Atualmente quem precisa utilizar o
transporte pública na capital paga a tarifa no valor de R$2,50.
Para o ator Fernando Barbosa, de 21 anos, os impactos no bolso da
população será grande. O jovem diz que terá que refazer os cálculos do
gasto com o transporte público. "Tenho agora que refazer todos os meus
cálculos e o cidadão sofre consequências diretas com isso. Os que mais
sofrem com o aumento, são os estudantes e trabalhadores, pois o reajuste
salarial não acompanha estes aumentos abusivos que estamos sofrendo",
afirma Fernando.







