
Cleide Barbosa ainda se assusta com a própria história. Sem saber que
estava grávida, ela deu à luz inesperadamente após dar um espirro quando
fazia xixi em sua casa, no dia 16 de janeiro, em São Bernardo do Campo,
interior de São Paulo, mas só agora a história ganhou repercussão.
Em entrevista ao Programa da Tarde, da Record, Cleide contou que foi ao
banheiro após sentir contrações no abdômen, imaginando que se tratava
de cólicas menstruais.
"Eu não esperava e quando eu fui até o banheiro, ela nasceu. Eu não
senti dor nenhuma, levei um susto porque a bebê começou a chorar. Ela
escorregou da minha mão, e eu enrolei ela em um toalha e chamei o Samu
[Serviço de Atendimento Móvel de Urgência], que prestou os primeiros
socorros e me encaminhou para o hospital", contou a mãe sobre o momento
que entrou em trabalho de parto.
Claide garantiu que não sabia que estava grávida. "A minha menstruação
estava vindo normal. Eu não tinha sintoma nenhum de gestação. A minha
barriga cresceu um pouco, mas achei que estava engordando", contou.
Ao ser levada pelo Samu ao hospital, Cleide teve outra surpresa. Ela
foi informada pelos enfermeiros de que seu bebê havia nascido com uma
deformidade nos órgãos genitais e que era necessário uma cirurgia para a
correção. O bebê, que nasceu prematuramente de seis meses, nasceu com
hermafroditismo, ou seja, possui os dois órgãos sexuais, tanto masculino
quanto feminino.
Inicialmente, os médicos afirmaram que o bebê era do sexo masculino,
por possuir um pequeno pênis na área genital. É quando o problema surge.
Pela indicação dos médicos, Cleide registrou o bebê como Enzo.
Entretanto, após novos exames dos órgãos internos foi constatado que o
bebê era uma menina.
Cleide hoje briga na justiça para fazer a troca de documentos do bebê que ela quer dar o nome de Eloá Barbosa.






