
O PSOL expulsou dos seus quadros o deputado federal Cabo Daciolo (RJ)
pelas atitudes que o parlamentar tomou no exercício do seu mandato. A
expulsão ocorreu na noite deste sábado (16), quando 54 integrantes do
diretório nacional votaram pela expulsão do deputado. Apenas um
integrante votou a favor da permanência dele nos quadros do partido. O
diretório decidiu que não irá à justiça reivindicar o mandato
parlamentar de Daciolo.
Segundo a Agência Brasil, a decisão foi baseada
em parecer da Comissão de Ética do partido, acionada pelo diretório do
Rio de Janeiro, que propôs a expulsão do deputado argumentando que ele
tinha tomado atitudes em desacordo com o estatuto e o programa
partidário. De acordo com o PSOL, a notificação oficial ao deputado será
feita ainda nesta semana.
As atitudes tomadas pelo deputado que levaram
a expulsão dele, segundo o PSOL foram: a apresentação de proposta de
emenda à Constituição (PEC 12/15) que propõe alterar o trecho da
Constituição que afirma que "todo poder emana do povo" por "todo poder
emana de Deus", o que fere a concepção do PSOL na defesa do Estado
laico, além da cobrança feita pelo deputado para que o partido se
engajasse na defesa de policiais militares da Unidade de Polícia
Pacificadora (UPP) da Rocinha, acusados pelo assassinato do ajudante de
pedreiro Amarildo, morto em junho de 2013.






