
Um homem de 48 anos foi preso na terça-feira (26) suspeito de aplicar golpes em Anápolis,
a 55 km de Goiânia. Segundo as investigações, ele se passava por
militar aposentado e pastor nas redes sociais para ganhar a confiança
das vítimas. Depois, ele emitia cheques ou fazia saques das contas
bancárias delas. A Polícia Civil informou que o golpista já foi preso
mais de 10 vezes por estelionato, além de ser procurado pela Justiça em
quatro estados.
Umas das vítimas, que não quis se identificar, disse que o suspeito se
apresentou como pastor evangélico. “Ele parecia ser uma pessoa muito
boa, disse que era divorciado e, há muito tempo, orava ao Senhor pedindo
uma esposa. Eu falei que também era evangélica e também era
divorciada”, contou. Dias depois, começaram a sair e namorar.

Durante o relacionamento, o homem prometeu pagar o casamento da filha
da vítima, já que ela não tinha condições de arcar com a festa. “Ele me
convenceu a dar o meu cartão da poupança. Eu entreguei e ele disse que
precisava da senha e CPF para depositar uma quantia para que eu pudesse
pagar todas as contas [da cerimônia]”, disse. Após ter acesso aos dados,
o homem furtou todo o dinheiro da vítima. A quantia não foi divulgada
pela polícia.
O suspeito também tentou aplicar um golpe no pai da namorada. “Ele
conseguiu acesso à minha conta, pegou cheques, empréstimos, falou que ia
dar serviço para a gente, que ia montar um comércio para a gente. Ele
fez compras no valor de R$ 200 mil em cheques e outro de R$ 130 mil para
comprar uma casa”, contou o homem, que também não quis se identificar.
O prejuízo de mais de 300 mil foi evitado pelo corretor de imóveis com
quem o criminoso queria negociar, pois ele desconfiou que as vítimas
estavam sofrendo um golpe, já que ele não usava cheques dele. Após serem
alertadas do crime, as vítimas procuraram a polícia para denunciar o
suposto estelionatário.
Após ser preso, a polícia descobriu que ele já foi preso mais de 10
vezes por estelionato e era procurado pela Justiça no Ceará, Alagoas,
Sergipe e Tocantins. A delegada responsável pelo caso, Geinia Maria
Eterna, disse que ainda podem existir outras vítimas em Goiás. “Nos
últimos dias ele não estava em Anápolis, então pode haver vítimas em
outras cidades, como Goiânia e outros municípios próximos”, disse.






