
O caminhão bitrem que ficou preso na ponte que desabou na tarde deste
domingo (31) em Jaguari, na Região Central do Rio Grande do Sul, segue
no local nesta segunda (1). O acidente aconteceu às 16h20 de domingo. A
prefeitura do município aguarda a chegada de engenheiros do Departamento
Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) e integrantes da Defesa Civil
para dar início aos trabalhos.
A carreta teve parte do
reboque caído na água. Um veículo Saveiro também foi jogado no rio e
ficou com as rodas para cima, mas o único ocupante conseguiu escapar.
Ele teve ferimentos leves, mas passa bem. Já o condutor do caminhão
chegou a ser levado ao hospital, mas foi liberado em seguida.
Em
entrevista à Rádio Gaúcha, o vice-prefeito da cidade, Sidi Santos (PT),
não soube estimar em quanto tempo a retirada do veículo deve ocorrer. "Aguardamos
a Defesa Civil, engenheiros do Daer, para fazer a retirada.
O bitrem
está pendurado. Também esperamos os laudos técnicos, porque rompeu um
vão da ponte. Temos que ver o restante da estrutura, como ela se
comporta, se tem condições de ser recuperada ou não", destacou. Santos
ainda acrescentou na entrevista que a prefeitura terá de buscar auxílio
para reconstruir a ponte. "A partir daí vamos tentar buscar recursos,
porque o município não tem condições de refazer, nem mesmo o vão que
estragou." A ponte fica no centro do município e
liga as duas partes da cidade, que é separada pelo Rio Jaguari. Foi
construída em 1898, inicialmente para a passagem de trens.
Na década de
1950, a ponte passou por sua primeira grande reforma, com alteração da
estrutura de madeira para concreto e adaptação para passagem de
veículos. Já na década de 1980, a ponte passou
novamente por reparos na estrutura. "Foi uma reforma grande que resolveu
os problemas", disse o prefeito João Mário Cristofari (PMDB) em
entrevista à RBS TV. Há oito anos, segundo ele, novamente foram
realizados reparos na ponte, mas com trabalhos mais pontuais, como
pequenos consertos e pintura da estrutura.
Em 2011
a prefeitura fez um pedido ao Ministério Público para que a ponte
passasse por uma avaliação de engenheiros, já que o município não tem
profissionais específicos para isso. À época, de acordo com o prefeito, o
Daer informou que não teria técnicos capacitados para fazer o serviço,
já que se tratava de um estrutura de metal e os engenheiros do
departamento trabalhavam somente com estrutura de concreto. Em
outubro do ano passado, também como informa o prefeito, técnicos
contratados pelo MP emitiram um laudo afirmando que a ponte não corria
riscos de queda. A reportagem tentou confirmar essa informação, mas
ainda não obteve retorno. (G1)






