
O Ministério das Relações vai liberar os documentos que citam a
empreiteira Odebrecht e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva,
requisitados pela revista Época, e que seriam reclassificados do caráter
"reservado", com sigilo de cinco anos, para "secreto", com 15 anos. A
informação oficial deve sair por meio de uma nota, a ser divulgada ainda
na tarde desta sexta-feira, 12, pelo ministério.
De
acordo com informações do jornal O Globo, o diretor do Departamento de
Comunicações e Documentação do Itamaraty, João Pedro Corrêa Costa,
consultou a Subsecretaria-Geral de América do Sul, Central e Caribe e
outros departamentos do Itamaraty sobre a necessidade de se
reclassificar os documentos requeridos por um repórter da revista Época,
já que o jornalista já havia feito reportagens sobre as viagens
internacionais do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua relação
com a empreiteira.
O Memorando, classificado como secreto, teria sido
distribuído no dia nove de junho para que as áreas dessem resposta até o
dia de hoje, quando vencia o prazo de 20 dias para apresentar resposta
ao repórter. Classificados apenas como reservados,
os documentos pedidos pelo jornalista já deveriam ser públicos, já que o
prazo de sigilo é de apenas cinco anos. Se fossem reclassificados para
secretos, o sigilo passaria a ser de 15 anos; ou seja, os mais antigos
seriam abertos apenas em 2018.
De acordo com
informações do Itamaraty, os documentos não chegaram a ser
reclassificados - a possibilidade ainda estava sob análise da área - e
serão liberados para consulta pública a partir de hoje. A consulta sobre
a reclassificação seria praxe na época do vencimento dos prazos de
sigilo e quando os documentos possam ter relação com a presidência da
República. No entanto, o memorando citava especificamente o fato de
repórter que pedira acesso já ter feito reportagens sobre a relação de
Lula com a Odebrecht a o apoio internacional que o ex-presidente dá à
empreiteira brasileira.(Terra)






