
A Corregedoria da Polícia Militar do Piauí investiga o soldado Elias Júnior por suspeita de envolvimento no estupro coletivo de quatro adolescentes, que levou uma das vítimas à morte, em Castelo do Piauí em maio deste ano.
De acordo com um áudio apresentado pela defensoria pública, que recorreu da condenação dos quatro adolescentes envolvidos no crime, Elias Júnior (foto) teria oferecido dinheiro aos menores para que cometessem crimes na cidade, como explica o subcomandante da PM Lindomar Castilho.
— Tudo foi feito por orientação deste PM que mandou criar um clima e terror na cidade e teve como consequência esse estupro
o áudio, um dos menores afirma que o soldado ofereceu R$ 2 mil para que ele cometesse um crime que nunca havia sido cometido na cidade. O menor explica, ainda, que o motivo do pedido seria uma retaliação do policial pela transferência dele para a Força Tática da cidade de Campo Maior.
Elias Júnior, que prestou depoimento na manhã desta terça-feira (11), foi afastado e assumiu funções administrativas no quartel do Comando Geral da PM.
O advogado do soldado, Anderson Cleber de Souza, afirmou que não há provas que vinculem seu cliente aos estupros e que estuda pedir o arquivamento do inquérito. Sobre o áudio apresentado pela defesa dos menores, o advogado disse que o considera uma “prova ilícita” .
No dia 27 de maio, as meninas foram encontradas pela Polícia Civil violentadas e desacordadas. As investigações mostraram que elas foram abordadas, amarradas e amordaçadas. Durante duas horas, elas sofreram violência sexual. Em seguida, segundo o Ministério Público, as adolescentes foram jogadas de cima de um penhasco de mais de 6 m.]
Os quatro menores, que têm entre 15 e 17 anos, foram condenados a quatro anos de internação pelos atos infracionais análogos aos crimes de estupros, três tentativas de homicídio, um homicídio com agravante de feminicídio e associação criminosa.
Pouco mais de dez dias após a condenação, um dos adolescentes, Gleison da Silva, foi espancado até a morte pelos jovens também suspeitos de envolvimento no crime dentro do quarto onde estavam internados no CEM (Centro Educacional Masculino) de Teresina. O motivo do crime teria sido vingança já que eles foram "dedurados" pelo garoto
O Ministério Público também denunciou um adulto, de 40 anos, por participação nos crimes. O processo dele tramita separadamente e não há data para o julgamento. Ele foi denunciado por porte ilegal de arma, estupro qualificado, homicídio, tentativa de homicídio, corrupção de menores e associação criminosa. A promotoria pediu a pena máxima, que pode chegar a 151 anos
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