
O ensino particular de nível superior na Bahia é também alvo da crise econômica em curso no Brasil. Conforme o presidente da Associação Baiana de Mantenedoras do Ensino Superior - ABAMES, Carlos Joel Pereira, já há algum tempo que a situação das instituições é delicada, mas agora, em razão do cenário de recessão que o país experimenta, a tendência é o encerramento das atividades de muitas delas. “Houve um conjunto de fusão e aquisição de faculdades.
Uma faculdade com mais de mil alunos não consegue sobreviver”, afirma. O presidente da ABAMES, associação que se ocupa de 108 faculdades no estado, aponta para o que chama de “transtorno violento para as instituições”, o fato do FIES ter reduzido o volume de recursos para financiamentos, que acabou por limitar a oferta de vagas. Ele diz também que o aumento das taxas de juro gerou motivos suficientes para “o impedimento do ingresso de novos alunos nas faculdades.
Os recursos que as faculdades tinham eram investidos em infraestrutura. Estas instituições acreditaram no projeto do governo e se desestabilizaram. Se perdurar esta situação haverá sérios transtornos nos próximos anos para o ensino Superior”, acredita. Diante do horizonte cinzento que ronda as instituições de ensino Superior já há algum tempo, a Olga Metting, localizada na Mouraria, foi adquirida e está em fase de reestruturação. Já a Faculdade São Camilo, situada no bairro de Amaralina, emite sinais de desaparecimento do território baiano. Criada na Bahia no ano de 1997, a instituição é pioneira no Norte/ Nordeste, proporcionando um novo caminho à ascensão profissional dos egressos do Ensino Médio ao oferecer o Curso de Graduação em Administração com Habilitação em Administração Hospitalar. “A São Camilo, em nível de Bahia, não se estabeleceu devido ao reduzido número de cursos disponíveis e também por não ter muitos alunos e nem permissão pra fazer vestibular. “Isto estrangula uma instituição”, diz Carlos Joel Pereira.
A ABAMES ainda não tem informação oficial sobre o fechamento da São Camilo, mas Lourival Cunha, coordenador administrativo da faculdade garante que esta encerra as suas atividades na Bahia até o fim do ano ou no início de 2016. “O fechamento é resultado de uma ação da empresa responsável pela instituição. Acho que a situação econômica brasileira interfere, mas a medida é anterior à crise”, pondera. Conforme Lourival, desde 2013 que a Faculdade São Camilo não promove pós-graduação e atualmente opera apenas com curso de administração na área de saúde.






