
As primeiras menstruações não são um período fácil para nenhuma adolescente. Mas quando essas meninas vivem em regiões de pobreza extrema, a situação pode ser ainda mais complexa, já que muitas vezes as famílias não possuem renda suficiente para comprar absorventes descartáveis. Com isso, muitas meninas deixam a escola por vergonha dos vazamentos que podem ocorrer ou por simplesmente não poder trocar de absorvente durante o dia.
Mesmo as que seguem com os estudos, podem enfrentar problemas devido ao uso de absorventes reutilizáveis úmidos, já que estes costumam ser estendidos em ambientes internos para evitar a exposição. Assim, é comum o surgimento de fungos e bactérias devido à umidade – e o que parecia um problema simples acaba virando uma bola de neve. Pensando em melhorar a qualidade de vida destas jovens, Mariko Higaki Iwai, estudante de design de produto na Art Center College of Design, elaborou uma ideia que promete revolucionar a relação de meninas da periferia com sua menstruação. São os absorventes reutilizáveis Flo.

Feitos para serem de fácil transporte e lavagem, os absorventes são acompanhados de um case semelhante a uma doleira, que pode ser carregado por baixo da roupa. Assim, as meninas podem levar consigo absorventes limpos e usados em dois bolsos separados no recipiente, que foi pensado para eliminar odores.
A lavagem também conta com um dispositivo único: uma estrutura semelhante a uma bola de plástico, onde elas podem depositar seus absorventes usados, os ingredientes necessários para a limpeza e fazer a rotação manualmente – com isso, o Flo já sai parcialmente centrifugado, o que facilita a secagem.
E, falando em secagem, a mesma estrutura usada para lavar os absorventes pode ser utilizada para estendê-los de forma discreta em ambientes externos. Nesse caso, vale até mesmo tapar a estrutura com tecido para evitar constrangimentos, principalmente em regiões mais conservadoras.
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