
A menina paraguaia de 11 anos que engravidou após ser estuprada — supostamente pelo padrasto — e que não foi autorizada a abortar pelo governo deu à luz nesta quinta-feira (13). A gravidez da menina, que completou 11 anos em maio, gerou um grande debate dentro e fora do Paraguai, onde as leis só permitem o aborto em caso de perigo de morte para a mãe e quando há recomendação médica - e não em casos de estupro.
No ano passado, 680 menores de 15 anos deram à luz no país, de acordo com o Ministério da Saúde Pública. O parto foi feito por meio de uma cesárea programada na sede da Cruz Vermelha em Assunção, disse o diretor da instituição, Mario Villalba, de acordo com o jornal La Nación. Tanto a menina quanto o bebê, de 3,5 quilos, passam bem. A expectativa é que voltem para casa em três dias, disse advogada da mãe da criança, Elizabeth Torales, à agência de notícias EFE.
Menina grávida aos 10 gera debate sobre legislação do aborto no Paraguai: Preso padrasto acusado de engravidar menina de 10 anos no Paraguai A menina mede 1,39m e, antes da gravidez, pesava 34 Kg.
A identidade da família não foi revelada para manter a privacidade dela. Torales anunciou que fará um pedido para que a criança e a recém-nascida fiquem sob custódia da mãe dela. Ela chegou a ser presa e responde a processo sob acusação de faltar com os devidos cuidados com a filha. A mãe havia pedido que um aborto fosse feito para "salvar a vida" da filha, mas as autoridades negaram.
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