
O batalhão da Polícia Militar de Araguaína está com um déficit de pelo menos 187 militares, segundo inquérito feito pelo Ministério Público Estadual (MPE). O relatório diz que seriam necessários no mínimo 322 policiais para atenderem a população da comarca, que é composta por mais seis cidades.
Atualmente, são 135 homens no policiamento ostensivo e a média é de um policial para cada 1.503 habitantes. O MPE destaca ainda a falta de viaturas e a estrutura do batalhão e dos destacamentos, que precisariam de reforma.

Com o diagnóstico, o MPE entrou na Justiça, nesta quinta-feira (13), com uma ação civil pública contra o governo do Estado. Nela, o órgão pede ampliação do efetivo policial, reforma do 2º BPM, conserto de viaturas danificadas e ampliação da frota de automóveis e motos, entre outros.
Déficit
Segundo informações do MPE, a comarca de Araguaína, que soma 202 mil habitantes, tem apenas 135 policiais efetivamente trabalhando nas ruas. A proporção seria de um policial para cada 1.503 moradores. Ainda conforme o inquérito, essa média é muito inferior à do próprio Tocantins, que é de um policial para cada 299 habitantes. “Ou seja, uma média cinco vezes inferior à do estado”, avalia o promotor de Justiça Paulo Alexandre Rodrigues de Siqueira, autor da ação.
Ainda conforme o Ministério Público, os policiais chegaram a cumprir jornadas semanais de até 72 horas, quando o máximo permitido é de 40 horas. Em relação às viaturas, apenas quatro estariam atendendo o município de Araguaína. Os dados foram apresentados à promotoria no dia 10 deste mês.
Estrutura
Em relação à estrutura, o inquérito conta que em todos os pavilhões do 2º BPM foram encontrados problemas, principalmente na rede elétrica e infiltrações. Em um dos pavilhões, uma reforma abandonada causou, inclusive, a deterioração de documentos. Já a academia de artes marciais teve perda total pela falta de manutenção.
Ação Civil
A ação civil pública, ingressada pelo MPE na Promotoria de Justiça de Araguaína, pede a concessão de uma liminar para a lotação imediata de mais 289 policiais no 2º BPM, conserto das viaturas quebradas e disponibilização de mais dez carros e dez motocicletas. Além da reforma do batalhão e dos destacamentos nos municípios que compõem a comarca. E por fim, a realização de um novo concurso público.
Governo
Procurado pelo G1, o governo do Estado disse, em nota, que só vai se pronunciar quando for oficialmente notificado, o que de acordo com a Procuradoria Geral do Estado ainda não aconteceu.
G1 TO






