
A Câmara de Vereadores de Salvador aprovou na última sexta-feira (4), os projetos de indicação 333/15 e 334/15 do vereador Eliel (PV), que solicitam ao Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC) e ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), respectivamente, o tombamento do Parque das Dunas. O objetivo das indicações é garantir a preservação do último manancial urbano do ecossistema de dunas em Salvador.
Também na sexta, os vereadores aprovaram outro projeto de projeto de indicação de Eliel, de número 335/15, que solicita à Unesco - Organização das Nações Unidas para a educação, a ciência e a cultura -, que conceda o título de Geoparque ao Parque das Dunas, por se tratar de uma área preservada de seis milhões de metros quadrados formada por sete lagoas perenes e 10 intermitentes, com patrimônio geológico de importância internacional.

Presidente da Universidade das Dunas (Unidunas) e administrador do parque, Jorge Santana afirma que os projetos de indicação apresentados por Eliel mostram a coerência do vereador com sua própria história de vida e com sua ideologia ambientalista. "Eliel é uma liderança popular da região de São Cristóvão. Foi criado aqui nas dunas e nada mais legítimo de que partissem dele esses projetos de indicação. Quando ele entrou para a política, fomos buscá-lo para cobrar dele esse compromisso", afirmou.
Santana disse também que o tombamento, uma vez efetivado, pode dar um basta às constantes ameaças que o Parque das Dunas vem sofrendo não só da especulação imobiliária, mas da Infraero e do governo da Bahia, estes últimos interessados na ampliação do aeroporto, que implicaria em uma redução de cerca de 80% da área preservada.
"É importante deixar claro que não estamos salvando um monte de areia, mas um monte de vida. Além de preservar espécies endêmicas da fauna e da flora e permitir a realização de pesquisas científicas de universidades públicas e privadas, as dunas, lagoas e restingas têm o poder de absorver a salinidade do nosso litoral e reter seus impactos ambientais nos eletrodomésticos, carros e construções de Salvador", explicou.






