
Para o vereador Lúcio Campelo (PR) faltou compromisso e planejamento no setor. Campelo lembrou promessa de campanha do prefeito Carlos Amastha de destinar 30% do orçamento municipal para a educação e disse que o último concurso do magistério não previu o impacto na receita.
Por sua vez, Júnior Geo (PROS) ressaltou que o projeto de lei aprovado na Câmara previa a seleção de monitores visando atender aos CMEIs. No entanto, o processo seletivo não foi realizado, contratando-se pessoas sem qualificação técnica para a educação infantil.
O vereador também criticou a ausência de professores substitutos gerando sobrecarrega de trabalho de alguns profissionais nas unidades de ensino e frisou que a eleição de diretores visa à autonomia necessária para os gestores escolares desenvolverem suas funções.
“A greve não é por ausência de bom senso, a greve não é por questões políticas”, destacou o vereador, acrescentando que o movimento paredista é decorrente de reivindicações da categoria que ao longo de meses e até de anos não vêm sendo atendidas.
O vereador Folha Filho (PTN) discordou e disse que alguns vereadores movem-se por paixão política partidária incentivando o movimento grevista. Também rebateu a opinião de Lúcio Campelo quanto à falta de planejamento da gestão. Citando os investimentos no setor, perguntou: “Há uma falta de planejamento da gestão quando nós fizemos muito mais em 4 anos do que quem fez em 8 anos?”.
Folha lembrou que greves na educação prejudicam toda a sociedade, especialmente os alunos da rede de ensino que têm sua formação comprometida.
O vereador Milton Neris (PR) afirmou que a Câmara Municipal de Palmas sempre atuou com respeito à educação, agindo com responsabilidade nas votações de matérias relativas ao setor e disse não entender o motivo da greve uma vez que as reivindicações categoria estão sendo atendidas.
“Nós temos 37 crianças matriculadas que precisam de todos nós”, disse, ressaltando que a administração está fazendo ajustes no orçamento para cumprir com o pagamento dos salários do magistério. “Esta Casa respeita a educação de Palmas, o que ela não respeita é a politicagem”.
Para Joaquim Maia (PV) o debate, unindo classe política, sindicato, educadores e gestores em educação, foi uma prova de valorização da educação do município, uma oportunidade de discutir claramente as problemáticas da área.
“O que esta Casa de Leis procurou fazer hoje foi justamente isso, dar a oportunidade de diálogo”, destacou Maia.
Hiram Gomes (PSDB) pontuou como essencial a educação no desenvolvimento social. Por esse motivo, o indicativo de greve deve ser o último recurso. O vereador destacou que das reivindicações da categoria, apenas dois ou três pontos ficaram sem atendimento, sendo que a Secretaria da Educação está disposta a discuti-los com os profissionais.
“Greve é um negócio muito sério. Você está colocando em risco 37 mil crianças”, enfatizou Major Negreiros (PP). Para o parlamentar, a categoria corre o risco de ser manipulada com fins políticos.
Os vereadores Adão Índio (PSL) e Pastor João Campos (PSC) também manifestaram-se na sessão. “Essa discussão é muito importante, esclarecedora para todos nós”, disse João Campos. O vereador considera justas as reivindicações da categoria, mas ressaltou que o momento crítico vivido pela economia brasileira exige contenção de gastos por parte dos estados e municípios.
O presidente da Câmara, vereador Rogério Freitas (PMDB), ressaltou que movimentos grevistas são um direito das diversas categorias. No entanto, pediu ponderação dos profissionais do magistério. Lembrando que a Rede Estadual de Ensino acaba de sair de uma greve sem suas reivindicações atendidas, Rogério Freitas frisou que a gestão se prontificou a formar comissões, com a participação dos educadores, para analisar as reivindicações ainda não atendidas.
“A município está bastante à frente do governo do estado em termos de educação. Uma greve neste momento não há razão de ser”, concluiu.






