
O número de mulheres negras assassinadas apresentou uma forte alta e o de mulheres brancas registrou queda em dez anos. O número de mortes de mulheres negras passou de 1.864 casos em 2003 para 2.875 em 2013, alta de 54,2%.
As mulheres brancas tiveram um decréscimo no número de assassinadas em 9,8%, passando de 1.747 casos em 2003 para 1.576 em 2013.
Os dados são do Mapa da Violência 2015 — Homicídios de Mulheres no Brasil.
O estudo ainda aponta que, com poucas exceções geográficas, a população negra é vítima prioritária da violência por homicídio no País.
O Estado com maior elevação no número de mortes contra mulheres negras foi a Paraíba, com alta de 316% entre 2003 e 2013.
Na Paraíba também ocorreu a maior elevação no número de homicídios de mulheres, com alta de 300% na década. Esses números não refletema média nacional, mas apenas um recorte por Estado.
Método mais utilizado
Os homicídios contra as mulheres diferem daqueles crimes cometidos contra os homens também no método para consumar o fato. Em 2013, 48,8% dos homicídios contra as mulheres foram cometidos por arma de fogo. Em seguida vem a categoria dos objetos cortantes/penetrantes, como facas, com 25,3% dos casos.
A utilização de objetos contundentes vem logo depois, em 8% dos casos, seguida de 6,1% de situações onde a maneira de consumar a morte foi o estrangulamento/sufocamento. Em 11,8% das situações foram utilizados outros métodos para os assassinatos.
No mundo
O Brasil fica em quinto lugar no ranking mundial de homicídios contra a cada 100 mil habitantes. Com 4,8 casos a cada 100 mil habitantes em 2013, o Brasil fica atrás de El Salvador (taxa de 8,9), Colômbia (6,3), Guatemala (6,2) e Rússia (5,3).
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