
A temperatura média global superará, pela primeira vez em 2015, em mais de um grau centígrado, os níveis que foram registrados na época pré-industrial, segundo um estudo divulgado nesta segunda-feira pela agência de meteorologia britânica (Met Office).
Os pesquisadores afirmam que o recorde que será superado previsivelmente neste ano se deve às emissões de CO2 combinadas com o impacto do fenômeno climático El Niño, relacionado com o aquecimento do Pacífico e que neste ano atravessa um ciclo especialmente ativo. "Vimos um forte desenvolvimento do El Niño na zona tropical do Pacífico neste ano e isso terá um impacto na temperatura global, mas vimos eventos similares no passado e esta é a primeira vez que vamos superar o marcador de um grau centígrado", disse o diretor do escritório para a mudança climática da Met Office, Stephen Belcher. "Está claro que é a influência humana o que levou o clima moderno rumo a um território inexplorado", acrescentou Belcher.
A agência meteorológica britânica, que trabalhou com a Universidade de Anglia Oriental para elaborar o documento, alerta além disso que o nível dos oceanos, que se eleva devido ao aquecimento da atmosfera e do degelo, é mais difícil de controlar do que a temperatura do ar, dado que demora mais a responder à concentração de gases do efeito estufa. Até agora, o nível do mar aumentou cerca de 20 centímetros desde a era pré-industrial, um terço da alta que ocorrerá em 2100 se a média de temperaturas aumentar até a barreira dos dois graus centígrados. Na conferência que será realizada em Paris, mais de 190 nações debaterão um possível acordo relativo à mudança climática, destinado a reduzir as emissões globais de gases do efeito estufa e evitar a ameaça do aquecimento global.
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