
O CCZ- Centro de Controle de Zoonoses de Palmas possui pouco mais de 200 funcionários para executar as ações de vigilância epidemiológica e ambiental. E ao que tudo indica o trabalho da equipe não vai ser prejudicado pela falta de equipamento de proteção individual. Muito pelo contrário, conforme apontou o vereador Lúcio Campelo (PR), que na sessão desta quinta-feira, 11, denunciou a compra excessiva de camisas, bonés, botinas, bolsas, calças e camisetas para atender aos servidores do órgão.
Embasado em informações do pregão eletrônico da prefeitura, o vereador listou os itens comprados: três mil camisas de manga longa, mil bolsas de lona, 15 mil bonés, mil pares de botinas, duas mil calças de brim e 22 mil camisetas.
O mais curioso, destacou Lúcio Campelo, são os preços pagos pelos produtos, muito inferiores à realidade do mercado. As camisas custaram R$ 6,90 a unidade; as bolsas, R$ R$ 16,90; já os bonés custaram R$ 1,49 a unidade. As calças de brim custaram, cada uma, R$ 16,00 e, por fim, as camisetas custaram R$ 4,95 também a unidade. Para o parlamentar, o valores não cobrem nem mesmo o custo de produção das mercadorias.
Campelo questionou como a empresa vai entregar “mercadorias com sub-preço” e disse que apresentará denúncia no Ministério Público Federal para que o caso seja apurado. Também exige que o material listado seja apresentado à sociedade, como forma de comprovar que, de fato, a empresa vencedora da licitação conseguiu efetuar a entrega dos itens.
“O prefeito Carlos Amastha está sendo conivente com esta situação, mesmo que seja por omissão”, ressaltou Lúcio Campelo, considerando que o chefe do Executivo deve responsabilizar-se pelas licitações e outras ações executadas pelos secretários e diretores dos órgãos da administração.






