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PALMAS: COMERCIANTES APELAM A VEREADORES POR RESTABELECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA NA ARCA DE TAQUARALTO

Um grupo composto por 60 microempresários da Arca de Taquaralto (Área Reservada para o Comércio Ambulante) realizou um protesto pacífico durante a sessão desta terça-feira, 22, na Câmara Municipal de Palmas. Os comerciantes reclamam o corte no fornecimento de energia elétrica em seus estabelecimentos por falta do pagamento de contas do serviço.


As contas, que somam mais de R$ 18 mil, referentes ao consumo de energia elétrica dos meses de outubro e novembro de 2015, estão em nome da Secretaria Municipal de Habitação. Mas foi a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Emprego, que deveria  apoiar os pequenos empresários, que determinou a suspensão dos pagamentos.

Sem energia elétrica há duas semanas e perdendo seus estoques de alimentos por  falta de refrigeração, os comerciantes solicitaram a intervenção dos vereadores para uma solução urgente do problema com a instalação de um de energia na Arca. A conta de energia seria dividida entre os microempresários.

Os parlamentares consideraram a situação absurda. O presidente da Câmara, Rogério Freitas (PMDB) lembrou que os recursos para o custeio deste tipo de despesa foi contemplado no Orçamento/2016 atendendo à demanda encaminhada pela gestão. “Isso se trata exclusivamente de prioridades”, enfatizou Freitas, criticando o excesso de prioridades da prefeitura na realização de eventos e ornamentação de ruas enquanto os pequenos comerciantes, que geram empregos e renda, são  massacrados pelos atos da gestão 

Milton Neris (PR)  considerou a suspensão do pagamento um ato de  insensibilidade da secretária de Desenvolvimento Econômico e Emprego, Cleide Brandão. “ Secretária que nem sequer pisou lá dentro para ver o que eles estão passando”, disse Neris. “ Olha a que momento nós chegamos em nossa cidadã: sessenta pais de família proibidos de trabalhar por falta de energia”.

“Mais uma vez é um ponto de intransigência do município”, completou Joaquim Maia (PV) para quem a gestão é marcada pela intransigência ao povo de Palmas.

Joel Borges (PMDB) ressaltou os prejuízos financeiros por causa do corte de energia elétrica  e Lúcio Campelo (PR) frisou que  comerciantes da Arca, que recebe uma média de 10 mil pessoas por dia,  não podem ficar sem energia para produzir. “Tiraram as condições de sobrevivência deles”, resumiu.

Os vereadores suspenderam a sessão para reunirem-se com os comerciantes
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