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PROTESTO - IDEOLOGIA DE GÊNERO É DISCUTIDA MAIS UMA VEZ NA CÂMARA MUNICIPAL, APÓS MEC APRESENTAR LIVROS COM CONTEÚDOS EM ARAGUAÍNA


Na tarde desta terça-feira (02), a câmara municipal de Araguaína ficou lotada de pessoas, para debaterem o assunto polêmico relacionado a "ideologia de gênero".


Além da sociedade, estiveram presentes na sessão; representantes da educação municipal, professores, alunos, líderes religiosos, políticos e representantes dos LGBTs (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros).

O assunto mais uma vez foi debatido na câmara municipal, devido a suposta imposição do Ministério da Educação (MEC), que estaria enviando para toda rede pública de educação os livros com conteúdos de ideologia de gênero.

A sessão foi recheada de manifestações, pois o assunto é divergente, mas a grande maioria das pessoas rejeitam tal imposição do governo federal, tanto que a câmara de Araguaína também rejeitou a inclusão desse tema no plano de educação municipal para 2016, votando contra a inserção da ideologia.

O assunto "ideologia de gênero" é abordado em alguns exemplares dos novos livros escolares enviados pelo Ministério da Educação (MEC), às escolas públicas. Porém, alguns vereadores sugerem que; se realmente as remessas com este conteúdo chegarem, que sejam arrancadas as folhas polêmicos dos livros didáticos.

Tribuna

O padre Gilvan Elesbão disse a Igreja Católica se coloca veementemente contra a ideologia.

O apóstolo Bueno Júnior se manifestou e disse que estão trazendo uma ditadura, "Isso é uma maneira de subestimar a nossa inteligência não podemos aceitar!", afirmou.

Um representante dos LGBTs usou a palavra e manifestou sobre a inclusão. "Somos silenciados e excluídos todos os dias, vivemos marginalizados, eu não estou errado, eu vivo assim, eu preciso viver a forma que acho necessário para minha vida, eu sou assim", disse.

A Secretaria Municipal de Educação foi representada por Luzinete, técnica da Semed, que afirmou que a função da secretaria é apenas de orientar, de acordo com o que preconiza o ministério da educação.

"Em nenhum momento a gente tem a pretensão de desconstruir, pelo contrário, nós defendemos a família sem nenhuma reserva e, dessa forma, todos temos a liberdade, dada pelo próprio estado, de escolher, para chegarmos a um conteúdo didático que melhor atenda a realidade de cada escola", disse.

Um requerimento formalizado por um vereador, foi votado e aprovado pelos demais, do qual solicita da secretaria municipal de educação que não introduza o tema dentro da sala de aula.





Conceito

O conceito “Ideologia de Gênero” foi criado por sociólogos reunidos em uma conferência da ONU na cidade de Pequim, em 1995. Apesar de ser uma invenção dos últimos 20 anos, essa ideologia solidificou-se na cultura global de tal maneira que afeta a compreensão da família, repercute na esfera política e legislativa, no ensino, na comunicação social e na própria linguagem corrente.



Segundo esta ideologia, os papéis entre homens e mulheres, dentro do contexto do matrimônio e da família, devem ser substituídos por relações sexuais física e psicologicamente versáteis e que não obedecem uma ordem da natureza e dignidade que lhes é própria. Segundo essa teoria ideológica os dois sexos – masculino e feminino – são considerados construções culturais e sociais, de modo que, embora existindo um sexo biológico, cada pessoa tem o direito de escolher o seu sexo social (gênero). Seus adeptos querem ensinar às crianças que elas, socialmente falando, não são homens ou mulheres, mas podem escolher qualquer opção sexual que quiserem. Para os seus defensores, quando a criança nasce ela não deve ser considerada do sexo masculino ou feminino, mas somente uma pessoa do gênero humano, que depois fará a escolha do seu próprio sexo.

Ao mesmo tempo, a Ideologia de Gênero ensina que a família, sempre considerada pela humanidade de todos os tempos como lugar autêntico onde se transmite as formas fundamentais de ser pessoa humana, passa a não ter um formato pré-estabelecido pela natureza, pois a construção do gênero despreza as diferenças dos sexos e as bases, tanto biológicas quanto psicológicas, da complementariedade entre o homem e a mulher. Assim sendo, a criança e o adolescente perdem os referenciais éticos e antropológicos da construção da própria identidade e passam, arbitrariamente, a construir-se e definir-se como lhe agrade, refletindo um subjetivismo relativista levado ao extremo e negando o significado da realidade objetiva.

A igualdade entre homem e mulher é um dos maiores direitos da pessoa humana. Na Ideologia de Gênero, porém, não se trata de igualdade de diretos, mas do próprio nivelamento de qualquer diferença, inclusive a diferença biológica entre homem e mulher. Infelizmente, a maioria das pessoas, os pais principalmente, desconhecem o que significa o conceito “gênero”, a ideologia que está por detrás dele e as consequências que podem produzir na educação das crianças e dos adolescentes – confusão nas crianças, uso comum dos banheiros, promiscuidade, gravidez na adolescência, perda da autoridade paterna sobre a educação sexual dos filhos, impedimento do ensino da moral cristã mesmo nas escolas confessionais, etc.

Um olhar crítico seria suficiente para verificar a não plausibilidade de tal ideologia, como prova o norueguês Harald Eia, formado em Ciências Sociais, em uma série de programa televisivos por ele dirigida chamada “Brainwash” (Lavagem cerebral), onde demonstra a inconsistência e não razoabilidade da Ideologia de Gênero.

Portal Gilberto Silva
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