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SESSÃO ESVAZIADA POR GOVERNISTAS PREJUDICA CÂMARA DE VEREADORES EM PALMAS

Mas uma vez a sessão da Câmara Municipal de Palmas aconteceu sem votação de matérias.  O motivo, a ausência da maioria governista. Dos vereadores da base do prefeito, apenas Felicio Costa (PTB), Marilon  Barbosa (PSB) e Adão Ìndio (PSL) compareceram à sessão desta terça-feira,19.  E mesmo assim, os dois últimos abandonaram a sessão em andamento, deixando Felício em situação constrangedora. Calado e sem reação, Felício ouviu as reclamações dos sete parlamentares da oposição cujas presenças garantiram, ao menos, a abertura da sessão e discussões parlamentares.


O presidente da Câmara, Rogério Freitas (PMDB), e os vereadores Lúcio Campelo (PR), Júnior Geo (PROS), Milton Neris (PP) e Pastor João Campos (PSC) denunciaram o que denominam de “manobra do prefeito” para colocar a sociedade contra a Câmara. A ausência dos vereadores da base, conforme Freitas, é resultado de “um boicote feito pelo executivo municipal para dar a impressão de que os vereadores da Câmara estão querendo inviabilizar o governo”.

De acordo com o presidente, a estratégia do Executivo consiste em esvaziar as sessões de forma proposital, a fim de impedir o quorum mínimo para votação das matérias. “A pauta está trancada há mais de três semanas”, explicou Freitas. “Quando não é de interesse do governo não tem quórum”.

Rogério Freitas acrescentou que é uma medida provisória enviada pelo prefeito, que trata da concessão de benefício pecuniário para a compra de equipamentos por parte dos servidores da Saúde, que está trancando a pauta. A matéria está sob a relatoria do líder do prefeito Folha Filho (PTN) que, assim como os demais governistas, não compareceu à sessão.

O presidente disse que o prefeito faz acordo com servidores, com os sindicatos, mas estes não vão receber o benefício porque os vereadores da base não comparecem à sessão para votar e resumiu: “O prefeito trata mas não cumpre”.

Na mesma estagnação e pelo mesmo motivo está um projeto de lei visando uma parceria com  a CDL- Câmara dos Dirigentes Lojistas. O projeto, por sinal, é visto pelo vereador Milton Neris (PP) como um acordo do político para frear a candidatura do  empresário Fabiano do Vale a prefeito da Capital.

“Acordo político para beneficiar a CDL”,  frisou Neris. “Acho que deve ser para favorecer a Cleide Brandão”, acrescentou reclamando que o valor previsto no projeto de lei, R$ 400 mil, não foi incluído no Orçamento/2016.

Enquanto isso em Punta Cana

Para piorar a situação, os vereadores da base estariam recebendo instruções do prefeito para esvaziarem as sessões pelo watsap tendo em vista que prefeito e uma comitiva de secretários municipais estão em Punta Cana, na República Dominicana, onde participam de um casamento.

“E Palmas está parada porque seus secretários estão neste momento em Punta Cana fazendo turismo”, ironizou Milton Neris, referindo-se à cidade paradisíaca do Caribe. “E quem é que está pagando essa gracinha? É o cidadão palmense, porque os secretários que estão lá estão ganhando para não trabalhar”.

Enquanto isso, ressaltou o vereador, nas escolas da rede municipal falta dinheiro para a compra de merenda escolar adequada.  Há mais de dois meses as crianças estariam recebendo  apenas bolacha e leite no lanche. “E o prefeito está em Punta Cana fazendo graça”.

“O parlamento está sem autonomia, Senhor Presidente, e isso me incomoda”, destacou Lúcio Campelo (PR), referindo ao posicionamento dos vereadores da base.

Júnior Geo questionou “se realmente os demais colegas estão aqui para representar a sociedade ou o interesse do executivo”, ao passo que o Pastor João Campos considerou a atitude dos faltosos uma “postura extremamente prejudicial para esta Casa”.
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