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PRESIDENTE DA ASSEMP É AFASTADO APÓS SUSPENSÃO DO ATENDIMENTO PELA UNIMED EM PALMAS

A Unimed Palmas suspendeu nesta segunda-feira, 16, o atendimento aos usuários da Associação dos Servidores Municipais de Palmas (Assemp). O motivo foi a falta de pagamento. De acordo com a operadora do plano de saúde, a associação está com débito de R$ 1,9 milhão. A dívida chegou a esse valor, conforme alega o presidente da associação, Jordeon Gama Filho, porque cerca de 140 servidores contratados, comissionados, ou em licença particular estariam utilizando o benefício, sem que o valor fosse descontado.

Nessa terça-feira, 17, a Assemp realizou uma Assembleia Geral com os usuários do plano para tentar solucionar o impasse que já vem desde 2015. Entretanto, a reunião foi marcada por confusão e desordem, pois os servidores estão revoltados com a situação. Além disso, representantes da Unimed Palmas e Prefeitura de Palmas não compareceram para prestar esclarecimentos.

Na ocasião, o gestor da entidade argumentou ainda falha no sistema Genpp utilizado pela Prefeitura de Palmas, que faz o débito na folha do servidor e o repasse do montante para que a Assemp quite as mensalidades com a Unimed. Porém, os servidores filiados não se convenceram. "Quem opera o sistema é o ser humano. Isso não cola", apontou um associado. Em votação, eles decidiram afastar o gestor e toda a sua diretoria para que uma auditoria seja realizada.

“Se vocês estão achando que é ingerência da parte nossa, nós temos que entender. Se vocês querem que a gente afaste, tudo bem. Mas é muito fácil jogar pedra e alguns aparecem para tirar proveito, sendo que eu também sou sócio e quero cuidar disso aqui. E se teve falhas, foi tentando acertar”, declarou o presidente afastado.

Ao final da reunião, uma comissão foi formada entre os próprios servidores associados. A ideia inicial é saldar parte da dívida com o dinheiro em caixa da entidade, cerca de R$ 400 mil. Já a apuração das contas da Assemp e dos nomes dos filiados inadimplentes com o plano de saúde deve iniciar ainda nesta quarta-feira, 18. A comissão vai averiguar e detectar eventuais falhas nos sistemas de controle, possíveis desvios de bens e pagamentos indevidos.

Vários servidores efetivos, que estão com o pagamento em dia, estão revoltados com a situação por não poderem utilizar o benefício e afirmaram que vão tomar medidas judicias para tentar garantir o direito à utilização do plano. "É um absurdo. Estou necessitando de tratamento e não posso utilizar algo que eu estou pagando. Eu vou entrar com mandado de segurança para resguardar meus direitos e aconselho vocês a fazerem o mesmo", afirmou uma servidora, durante a assembleia.

O CT tentou contato com a Unimed Palmas para se manifestar sobre o assunto, mas ainda não teve retorno.

Entenda


Em novembro de 2015 o atendimento aos usuários da Assemp foi suspenso por um dia. Em nota, na semana passada, a Unimed Palmas informou que poderia suspender o plano novamente. Conforme a operadora, no dia 5 deste mês a entidade foi notificada da necessidade de saldar o débito da ordem de R$ 1,9 milhão no prazo máximo de dez dias, sob pena de suspensão e cancelamento do contrato.

A Unimed Palmas apontou na nota que, desde abril de 2015, a Assemp não vem repassando os valores totais, referentes ao plano de saúde dos servidores. “Diversas negociações aconteceram, que foram reiteradamente descumpridas pela Assemp”, reclamou a entidade.

Além disso, a operadora do plano de saúde da associação ressaltou que o último Termo de Acordo firmado no dia 16 de março deste ano, cuja primeira parcela tinha data de pagamento prevista para o dia 30 de abril, também não foi cumprido.

O presidente da Assemp havia alegado ao CT que o problema seria com o sistema utilizado pela Prefeitura da Capital. Segundo o gestor da associação, alguns usuários utilizam o sistema inadequadamente. “Alguns usam de má fé, porque sabem que não descontou deles e mesmo assim não nos procuram. E aí acontece que vai virando um montante e a Unimed não quer saber, quer receber e ainda cobrar juros”, explicou, acrescentando que a Prefeitura de Palmas já teria sido comunicada da situação, mas não havia solucionado o problema.

Cléber Toledo
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