
Moradores da região conhecida como Capadócia voltaram a protestar nesta quinta-feira (9), pedindo a regularização do local, que fica perto do setor Taquari, região sul da capital. Desta vez os manifestantes pararam na frenta da sede da Prefeitura de Palmas, na avenida JK.
Com faixas e cartazes eles pediam o direito a serviços básicos e também lamentavam a morte de Francisco da Conceição, de 54 anos. Ele foi eletrocutado na noite desta quarta-feira (8) quando tentava fazer uma gambiarra que havia sido cortada pela Energisa.
No protesto desta quinta-feira, os moradores afirmam que tentaram entrar no prédio da prefeiutura, mas foram impedidos pela Guarda Metropolitana. "Nós estávamos querendo uma resposta, mas os policiais chegaram e, como nós não queríamos sair, eles jogaram spray de pimenta", disse a dona de casa Lorrayne Mendes.
A Prefeitura de Palmas negou que a Guarda Metropolitana tenha usado gás de pimenta contra os manifestantes. Informou ainda que o secretário de desenvolvimento urbano sustentável José Messias de Sousa vai receber moradores da Capadócia para discutir a regularização do setor.
Corte de gambiarras
Os protestos dos moradores começaram depois que a Energisa cortou os "gatos" do local. A empresa disse ainda que descobriu 473 ligações clandestinas no Taquari. Durante a manifestação na quarta-feira, o trecho que dá acesso ao bairro ficou fechado por cerca de uma hora.
Mais de 400 famílias moram no loteamento que não é regularizado. Na manifestação os moradores queimaram pneus e o fogo chegou a atingir a vegetação às margens da avenida Theotônio Segurado.
Os moradores cobram a regularização do loteamento e exigem serviços básicos como energia e água.
Além de cortar as gambiarras, os técnicos da Energisa fizeram uma blindagem na rede de baixa tensão para evitar novas ligações clandestinas
G1 TO






