Após intensa mobilização do governo Michel Temer, o plenário do
Congresso aprovou na tarde desta terça-feira, 18, o projeto que autoriza
a liberação de um crédito suplementar de R$ 1,1 bilhão para o
Ministério da Educação, sendo R$ 702,5 milhões para o programa de
Financiamento Estudantil (Fies). O ministro da Educação, o deputado
licenciado Mendonça Filho (DEM-PE), compareceu pessoalmente ao plenário
da Câmara onde realizava a votação
a fim de garantir apoio para votar a
proposta, que passou de forma simbólica (sem o registro de votos).
A
discussão do crédito para o Fies havia sido adiada por duas vezes
devido à falta de quórum. Em razão disso, o governo já atrasou em três
meses de repasses para as instituições de ensino superior cadastradas no
programa, o que tem inviabilizado o funcionamento das universidades e a
manutenção de estudantes que utilizam o financiamento público para
cursar o nível superior.
Dessa vez, contudo, os
parlamentares da base aliada se mobilizaram para participar e votar da
sessão conjunta. O presidente do Congresso, senador Renan Calheiros
(PMDB-AL), também atuou para garantir a presença dos deputados e
senadores e ainda ajudou o Palácio do Planalto ao anunciar a inversão de
pauta para votar a proposta logo após a manutenção de três créditos
presidenciais.
Parlamentares da base e da oposição se
dividiram em plenário com discursos favoráveis ao projeto. O deputado
Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) afirmou que o crédito também vai contemplar
recursos para a realização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem)
cerca de R$ 400 milhões do total de créditos será destinado para a
prova.
O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), fez
questão de ressaltar que a oposição sempre foi favorável ao projeto, ao
contrário do que teriam sugerido integrantes da base aliada de Temer.
Mendonça
Filho disse à reportagem que veio ao Congresso fazer um corpo-a-corpo a
fim de acabar com a "novela" em torno da votação. Antes de chegar ao
plenário, ele adiantou que não vai discursar em plenário, apenas fará um
apelo pela votação. "É imperativo, é necessário votar o crédito
suplementar para o Fies hoje", disse o ministro, na chegada ao plenário. [A Tarde]






